2018-01-08

0008. A Richard Dawkins


  





«Imagine-se, com John Lennon, um mundo sem religião. Imagine-se que não há bombistas suicidas, 11 de setembro, atentados de Londres, cruzadas, caça às bruxas, conspiração da pólvora, divisão da Índia, guerras israelo-palestinianas, massacres de sérvios/croatas/muçulmanos, perseguição de judeus enquanto “assassinos de Cristo”, “problemas” na Irlanda do Norte, “assassínios por motivos de honra”, televangelistas de fato lustroso e cabelo armado a tosquiar o dinheiro de rebanhos ingénuos (“Deus quer que dês até te doer”). Imagine-se que não há talibãs a fazer explodir estátuas antigas, decapitações públicas de blasfemos, flagelação de mulheres por exibirem um centímetro de pele.» Estas palavras constam na introdução do livro A Desilusão de Deus, de Richard Dawkins[1], que li quase sem parar…

 

A Desilusão de Deus

Há momentos que mudam a História… e possivelmente a Desilusão de Deus, de Richard Dawkins, é um deles!

Quando, por acaso, destapei o momento, ao encetar a descoberta, fiquei verdadeiramente entusiasmado, preso ao desejo de continuar a descobrir…

Curiosamente, tem no «Prefácio», o texto que sonhara aquando da primeira vez que me ocorrera criar um dito «livro» ou algo que com tal se assemelhe… precisamente o mesmo poema de Lennon que gerou o meu «despertar» e transformar em realidade todo este sonho… coincidência!

Fez-me recordar o adolescente que casualmente nascera em religião, a olhava com relativa indiferença e, no fundo, apenas reforçaria a conceção que começava a ter da mais pura realidade: «É possível ser-se ateu sem deixar de ser uma pessoa feliz, com sentido moral e intelectualmente realizado» … e que o poder da razão é mais forte do que qualquer crença… (pela verdade!), ainda que a última esteja enraizada em milhares de anos de história…

Fez-me recordar que a «doutrinação de infância» jamais poderá moldar uma personalidade cuja inteligência inata seja suficientemente forte e instruída. Fez-me sobretudo reforçar ainda mais o «espírito ateísta» e levá-lo ao livre entendimento sobre a vida e a realidade… assente numa mente aberta e sã. Fez-me «despertar ainda mais consciências!».

 



[1] Defensor intransigente da evolução segundo a teoria de Darwin, é um divulgador ágil da ciência e do pensamento científico.


Autor: Carlos Silva
Data: 2008-02-09
Imagem: Capa Livro: ”A Desilusão de Deus”
Obs: Fez-me recordar o adolescente que casualmente nascera em religião, a olhava com relativa indiferença e, no fundo, apenas reforçaria a conceção que começava a ter da mais pura realidade: “É possível ser-se ateu sem deixar de ser uma pessoa feliz, com sentido moral e intelectualmente realizado”!
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