Como
é possível que em Portugal Justiça e Jornalismo se entretenham a falar de
“violações de segredo de justiça” e, no camarote, a Política assista impávida e
serena, como se nada se passasse, como se ninguém tivesse obrigação de resolver
concretamente o que realmente importa?
Exmos.
O
que realmente importa, pela sua evidente gravidade, é o processo de corrupção
Salgado/Sócrates (ao citar estes nomes refiro-me a todos os corruptores e
corrompidos) em que manifestamente foi violada a Lei e o interesse público!
O
que realmente importa e mais indigna o vulgar cidadão (como eu) e muitos outros
vulgares contribuintes, é ter que pagar com muito sacrifício as suas contas, os
seus impostos… e ver estas “figuras públicas”, “arguidos”, “suspeitos”,
“implicados” ou lá o que lhe queiram chamar, passearem-se pela montra pública,
impunemente, com todo o descaramento do mundo e como se nada tivesse
acontecido!
Exmos.
Perante
mais um aparente[1]
caso de corrupção, a juntar a tantos outros casos que afetaram e afetam
gravemente a democracia portuguesa, que provocou mais uma descomunal falência
bancária (“as ajudas do Estado aos bancos fizeram disparar a dívida pública em
23,7 mil milhões de euros entre 2007 e 2017, o equivalente a 12,3% do PIB,
2302€ por cada português»), cujas consequências, mais uma vez, recaíram sobre
as costas do contribuinte castigando severamente a sua saúde, a segurança, a
educação e o bem-estar…
Exmos.
Acreditam
que ao comum cidadão (como eu), importa saber se é mais importante o direito à
“imagem” ou à “informação” … se colidem um com o outro… ou se esta ou aquela
“opção” editorial está ou não correta?
Importa
que os jornalistas façam jornalismo isento, livre, independente e de interesse
público!
Importa
que a justiça faça justiça com celeridade, julgue, puna justamente os corruptos
e os criminosos!
Importa
que a política seja honesta, represente, sirva não os interesses dos cidadãos!
A
acusação da Operação Marquês diz que, em 5 anos, foram pagos quase 36 milhões
de euros de luvas a José Sócrates. A maior fatia veio do Grupo Espírito Santo.
O Ministério Público fala em pagamentos por decisões políticas sobre negócios
da PT, alegadamente em benefício de Ricardo Salgado.
É,
no mínimo, “politicamente incorreto”!
Estamos
à espera de quê?!
