O
que pode levar um ser humano a acreditar incondicionalmente na autenticidade da
sua suposta divindade e a tomar as demais como falsas ou meros desvios da
realidade?
O
que pode levar um ser humano a afirmar categoricamente que uma contradição ou
prova não podem invalidar a fé na sua divindade, apenas a fortalece?
É
por demais evidente que o ser humano que acredita numa suposta divindade não tem
consciência que é prisioneiro desse sistema dogmático e que muito dificilmente
se libertará dele; a endoutrinação precoce a que foi sujeito, cegou-o, imunizou-o
do conhecimento científico que substitui por explicações ilusórias,
confortantes e satisfatórias.
A
nível individual, há quem o classifique como “crente”; no entanto, o termo mais
apropriado seria obviamente “paciente[1]”.
A
nível grupal, há quem classifique como “crença ou tradição religiosa” moral e
culturalmente legitimada por uma “herança islâmica, ou judaico-cristã” delimitadas
pelos dois últimos milénios…
Normalmente
individuo e grupo partilham convicções inquestionáveis e resistem à prova e ao
contraditório. Constroem uma entidade própria baseada no sobrenatural ou num
ideal de perfeição e isolam-se para se protegerem da realidade exterior.
Por
razões, éticas e clínicas não é conveniente classificar o estado como
«perturbação mental», mas, simplesmente, fragilidade racional.
Autor:
Carlos Silva
Data: 2026-01-05
Imagem: IA
Obs.:
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