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2026-03-06

0446. «Falsos curandeiros...»

 


«Falsos curandeiros condenados por enganar as suas vítimas…»

 

Li hoje (mais) uma notícia sobre a «condenação de cinco falsos curandeiros que encenavam rituais de purificação com o objetivo de enganarem a vítima e extorquirem dinheiro de forma ilícita».

Apesar da gravidade do assunto, não consegui deixar escapar um sorriso acompanhado de mais um simples ato de reflexão:

Falsos curandeiros?!... mas, então, também existem curandeiros verdadeiros?!

Concordo plenamente que todos os ditos “curandeiros” que enganam as suas inocentes vítimas sejam severamente condenados; mas, quem lê superficialmente o artigo, pode perfeitamente ser levado a deduzir que existem “verdadeiros curandeiros” e que estes não devem ser condenados por enganarem as suas vítimas!

Ou será que, ao contrário dos «falsos», os «verdadeiros curandeiros», são oficialmente inimputáveis?

Na verdade, falsos curandeiros são todos uma vez que tanto uns como outros enganam as suas vítimas!

Fiquemos então por “Curandeiros condenados por enganar as suas vítimas”.

Assim estará mais correto!

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2026-01-26
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0445. Jesus

 


Não é fácil, para não dizer impossível, descrever a aparência física de uma entidade fictícia. É preciso muita imaginação por parte do (s) criador (es) e sobretudo aceitação por parte dos fiéis seguidores, que necessariamente terão que ser precocemente convencidos da sua existência.

Tomando como exemplo a mitologia católica, o livro que lhe serve de base e glorifica não faz qualquer referência à aparência física. Apenas sabemos que ao longo da história da sua criação e disseminação ideológica, sofreu inúmeras alterações e versões que normalmente se identificavam com as características do criador ou padrão da época.

De acordo com alguns teologistas, o suposto “Jesus da Galileia”, teria uma figura «morena, baixa estatura e cabelo curto» -o padrão característico dos judeus da época.

De acordo com a Igreja Católica, «deus é espírito, imaterial e invisível»; não possui um corpo físico ou forma humana; no entanto, o Evangelho refere que «quem vê Jesus, vê o Pai», o que pressupõe que assumiu a natureza e aparência física de um homem judeu desse primeiro século.

As primeiras versões hoje conhecidas surgiram durante o Império Bizantino, que passou a retratar o Dito como um ser invencível e semelhante aos imperadores da época.

Não havendo, por razões óbvias, uma definição ou orientação da Igreja Católica sobre a sua real fisionomia, a mesma foi sendo alterada e definida ao longo do tempo pelo critério dos artistas, com destaque para o Renascimento italiano que o popularizou como um «Jesus caucasiano de olhos claros». Consequentemente, a maioria dos ditos cristãos, ainda o imagina e retrata precisamente como um «homem de meia idade, barbudo, cabelos castanhos e olhos azuis».

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2026-02-28
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Obs.:
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2026-03-01

0444. Kristin em Fátima

 



Chegou até mim através da Agência de Notícias Ecclésia da Igreja Católica portuguesa a extraordinária notícia que a «Kristin»[1] também passara pela Cova da Iria e se atrevera a «derrubar dezenas de árvores no Santuário de Fátima com rajadas de vento na ordem dos 140 quilómetros por hora. As mais afetadas foram os cedros e os pinheiros das alamedas do Recinto de Oração, mas registaram-se igualmente quedas de árvores nas traseiras da Basílica de Nossa Senhora do Rosário e na zona de Valinhos»; milagrosamente «a Capelinha das Aparições e a centenária azinheira não sofreram qualquer dano» pelo que a «instituição mantém o programa celebrativo sem interrupções».

Podemos então ficar todos descansados pois a Capelinha das Aparições não sofreu qualquer dano e as cerimónias vão continuar. Tal significa que as contribuições dos fiéis estão assim asseguradas.

Quanto às pessoas que neste momento estão a sofrer sem comunicações e sem energia eclética, com as casas alagadas e sem um teto… não há uma palavra!

Quanto às pessoas que morreram a tentar salvar os seus bens ou a ajudar os que mais precisavam… não merecem sequer um «Ámen»!

Estima-se que os danos provocados pela tempestade Kristin, só na religião de Leiria, ascendam a 2 mil milhões de euros… onde está a ajuda da Igreja Católica?

Parece que para a Ecclésia, tal não é notícia… o que realmente importa é que a Capelinha das Aparições não ter sofrido qualquer dando.

Só faltava agora virem a público dizer que foi “milagre” e que o Dito não permitiu que a Capelinha sofresse qualquer dano.

As pessoas que se f****!

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2026-02-28
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Obs.:
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[1] Tempestade



2026-02-26

0243. «Deixai vir a Mim as criancinhas»

 


«Deus ama as crianças ainda antes de estas O conhecerem…» -não é por acaso que o manifesta em Mateus 19:14: «deixai vir a Mim as criancinhas e não as impeçam…»

 

A Igreja Católica “adota” os seus filhos ainda antes destes conhecerem o seu futuro amo.

Já alguma vez, ao entrar numa igreja com o seu filho pela mão, imaginou ou questionou o autêntico significado de tais palavras?

Já alguma vez imaginou o que poderá estar por detrás desta massacrante endoutrinação religiosa e quais as consequências que poderão resultar para o futuro do seu filho?

Será que o seu filho precisa mesmo de um protetor pessoal imaginário a quem tem que se subjugar, humilhar e servir cegamente até ao fim da sua vida?

Não!

Nenhuma criança precisa que lhe sejam precocemente incutidos medos, culpas ou castigos de seres imaginários!

Uma criança precisa de amor, liberdade e educação para se desenvolver física, mental e moralmente de forma saudável e equilibrada.  

Proteja-se e sobretudo proteja o seu filho!

Proteja o seu filho dos que dizem «Deus ama as crianças ainda antes de estas O conhecerem…» -não é por acaso que o manifesta em Mateus19:14: «deixai vir a Mim as criancinhas e não as impeçam…»

Proteja-o… porque poderão realmente arruinar o seu futuro!

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2026-01-24
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2026-02-13

0441. Laicidade

 




A laicidade é um pilar fundamental e inviolável da democracia e um dos princípios identitários da Constituição da República Portuguesa (CRP) que legalmente todos estamos obrigados a respeitar.

Os artigos 41.º e 43.º da CRP consagram precisamente a liberdade de consciência, de religião, de culto e estabelecem a base da laicidade: «as igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado» e «o ensino público não será confessional».

De igual modo, a Lei de Liberdade Religiosa (LLR) estabelece que «o Estado não adota qualquer religião nem se pronuncia sobre questões religiosas»; «nos atos oficiais e no protocolo de Estado será respeitado o princípio da não confessionalidade»; «o Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer diretrizes religiosas» e «o ensino público não será confessional».

Compete, pois, à Assembleia da República «garantir o cumprimento da Constituição e das leis e fiscalizar os atos do Governo e da Administração», bem como «tratar todos os assuntos respeitantes aos direitos e deveres fundamentais consignados na Constituição e na lei».

Compete ao Estado assegurar a liberdade de consciência dos cidadãos, onde se inclui a religiosa, a separação entre política e religião, que protege ambas, e a igualdade de todas as pessoas perante a lei. É precisamente a liberdade de consciência que garante o direito de professar, mudar, ou não ter qualquer religião.

Compete ao Estado (a todos os órgãos) adotar e manter uma postura neutra e imparcial relativamente a todas as confissões religiosas, não interferindo nem permitindo interferências na administração, nomeadamente no que se refere à educação religiosa na escola pública e a participação em atos oficiais ou protocolares de entidades religiosas.

 

O proselitismo religioso deve restringir-se exclusivamente às instituições religiosas. De igual modo, governantes e todos os membros de órgãos do Estado, no exercício de funções, devem abster-se de participar em cerimónias ou rituais religiosos, podendo, no entanto, a título privado, exercer esse direito no seio da sua própria confissão.

O Estado não pode estabelecer nenhum tipo de convenções ou acordos jurídicos que privilegiem determinada religião. A “Concordata” entre a Santa Sé e a República Portuguesa, é um manifesto exemplo de violação do princípio fundamental da laicidade. Mais do que uma imposição legal, a revogação da Concordata e a revisão da LLR, são imperativos democráticos que urge retificar e ratificar, por forma que sejam abolidos os privilégios e isenções concedidos exclusivamente à Igreja Católica.

Um Estado democrático não tem religião oficial e não apoia ou discrimina qualquer crença; garante que todos os seus cidadãos sejam tratados em igualdade de direitos, independentemente da sua confissão religiosa, ou ausência da mesma.

A laicidade é em si um modelo de cidadania baseado na neutralidade e igualdade de todos os cidadãos perante a lei num espaço comum livre e democrático.

 

A laicidade do Estado é inviolável!

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2026-01-07
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2025-12-07

0439. O que seria "deus"?

 





Li, algures, que não se deve perguntar «quem é deus?», mas sim «o que é deus?».

 

Ora, na minha modesta opinião, independentemente da nulidade da questão e da resposta, o que realmente se deveria colocar seria a hipótese…

 

Se existisse um deus, quem seria ou o que seria?

 

Não se observando ou comprovando cientificamente a existência de qualquer entidade divina, vulgo “deus”, a questão transforma-se em mera nulidade, levando-nos, obviamente, para o campo da especulação/imaginação.

O que realmente se impõe questionar é…

Que “deus” é este que as religiões nos pretendem precocemente incutir e impingir sem nenhuma prova ou evidência?

Que “deus” é este, milagrosamente materializado pela ação do “Espirito Santo” num judeu da antiga Galileia e cujos relatos bíblicos garantem ter sido o "Messias" que foi crucificado, morreu e ressuscitou para salvar a humanidade, por ele próprio concebida?

 

Se eventualmente a qualquer mente minimamente sensível ou racional a questão parecer ridícula, aconselho a não continua a ler… a resposta, logicamente, também será inútil e ridícula!

 

Aos mais perseverantes que ousaram continuar… deixo apenas algumas considerações para reflexão:

É um facto que ao longo da história, desde a sua génese, o ser humano imaginou e criou, a maioria à sua imagem, inúmeros “deuses”, materializados em esculturas, que idolatrou freneticamente ao longe de gerações.

É um facto que nenhum desses “deuses, quando invocados, ressuscitou ou respondeu a qualquer medo de extinção ou pedido de eternidade humana.

É um facto que ter fé na existência desse “deus” não o faz existir; trata-se de um mero conceito mental abstrato…

É, pois, uma questão de perceção individual relativamente à análise da realidade… inúmeras vezes cruel com todos os seres vivos… e com os “deuses” que criam.

É, pois, completamente indiferente ter fé, tal como é questionar «quem é deus?» ou «o que é deus?».

 

Não pretendo negar perentoriamente a existência de entidades divinas... apenas constato a realidade… e esta diz-me que nunca foram observadas nem existe qualquer prova de tal.

Constatar e expressar a nulidade desta questão/resposta, não significa desrespeitar a fé de quem crê…  e muito menos a crença… trata-se apenas de não desrespeitaria a minha racionalidade!

Se perante os factos não existe, é, pois, incorreto partir do pressuposto da sua existência baseada num simples ato de fé!

 

Independentemente da nulidade de qualquer questão/ resposta…

Perante a falta de provas, obviamente que apenas posso deduzir que não existe nenhum “deus”!


Autor: Carlos Silva
Data: 2024-06-03
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https://agora7564.wordpress.com/2025/12/08/0439-o-que-seria-deus/

https://carlosagora.wixsite.com/agora/post/0439-o-que-seria-deus

https://www.youtube.com/channel/UC7eqAuRMLutI1shAPCX5bnA



2025-11-07

0435. "Deus"

 



Existem inúmeras provas sobre a evolução das espécies, incluindo a humana.

Não existe nenhuma prova nem evidência sobre a existência de seres sobrenaturais.

Não existe nenhuma prova sobre um suposto “deus” que saiba tudo sobre todas as coisas; que esteja presente em todos os lugares e que tenha um poder infinito.

Se houvesse um “deus” omnisciente, obviamente que não existiriam erros e muito menos ressurreições absurdas para salvar imperfeições da sua própria criação.

Se houvesse um “deus” omnipresente, obviamente não permitiria tanta guerra e tanto sangue derramado!

Se houvesse um “deus” omnipotente, obviamente não seriam necessários missionários ou profetas para divulgar a sua mensagem!

Obviamente que “deus” não passa duma aspiração humana sem qualquer lógica ou confirmação objetiva no mundo real.

“Deus” não passa de uma simples construção humana baseada em crenças e mitos.

A razão e o conhecimento científico não comprovam a existência de nenhum “deus omnisciente, omnipresente ou omnipotente!

Considere, pois, a ideia de um “deus” como uma projeção da imaginação humana.


Autor: Carlos Silva
Data: 2024-04-08
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0434. Solstício de Inverno





Não deveríamos celebrar o Natal, mas sim o Solstício de Inverno!

Na realidade, os cristãos copiaram e deturparam o conceito de Natal.

Na realidade o Natal não passa de uma relíquia dos primórdios da civilização humana que tinha por crença a adoração do Sol.

Quase todas as festividades pagãs estavam ligadas a eventos naturais...

Durante milénios, os nossos antepassados celebravam o Solstício com festivais de luz, trocas de presentes e encontros sazonais…

O Solstício de Inverno anuncia o renascimento simbólico do Sol, o prolongamento dos dias…

Celebrar o Natal católico é, pois, celebrar uma imitação… uma ilusão!

Celebrar o Natal católico é manter acesa a chama de um dos mais antigos dogmas impostos pelo Cristianismo.

 

Celebrar o Solstício de Inverno é celebrar a Vida e a Realidade!

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2024-12-25
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2025-10-23

0432. Projeto de lei da burca


A Assembleia da República aprovou hoje um projeto de lei que prevê a “proibição do uso de roupas que impeçam a exibição do rosto em locais públicos” e a “proibição de forçar alguém a cobrir o rosto por motivos religiosos ou de género”.

A proposta foi apresentada pelo Chega e tem como objetivo primordial a interdição do uso de burca em espaços públicos usando como pretexto a “segurança e a defesa da dignidade da mulher”.

O projeto invoca os princípios da igualdade e laicidade do Estado estabelecidos na Constituição e na Lei de Liberdade Religiosa… “nenhum símbolo religioso deve ser privilegiado ou permitido em instituições públicas…”, argumenta que “esconder o rosto é violar os requisitos mínimos da vida em sociedade” e “permitir o uso da burca ou o niqab é incompatível com os princípios de liberdade e dignidade humana”.

O próprio líder, André Ventura, dirigindo-se especificamente aos imigrantes, afirmaria categoricamente no Parlamento que “o objetivo do projeto é proibir o uso da burca em Portugal”. “Quem chega a Portugal, independentemente da sua origem, costumes ou religião, deve antes de tudo cumprir e respeitar os valores e tradições do país”. “Uma mulher forçada a usar burca deixa de ser livre e independente, tornando-se um objeto”.

 

Logo após a apresentação, algumas vozes críticas se levantaram alegando que trata de “ódio contra a comunidade muçulmana” … que “o debate promovido pelo Chega apenas pretende atacar os estrangeiros” e que “negar a burca constitui um ataque à liberdade de culto e consciência…”

Vozes mais sonantes optaram pela discrição ou pelo politicamente correto… “é preciso preservar a igualdade de género, defender valores, cultura e tradições do povo português…”; “são valores comportamentais que estão em confronto…”

 

Mas, afinal, quais são os valores que realmente importa defender?

Os valores do Islamismo… do Cristianismo… as leis do Estado… ou os direitos da mulher?

 

Perante a conjetura atual, é evidente que andar de cara tapada em espaços públicos pode suscitar algumas questões de segurança… mas, a questão fundamental será realmente o perigo do uso da burca em espaços públicos ou a violação de direitos fundamentais da mulher?

Pode uma mulher ser impedida de vestir o que quer ou forçada a vestir o que não quer apenas porque um homem o diz, uma religião o exige ou um Estado o impõe através de lei?

Pode um Estado que se diz laico, livre e democrático, sobre determinado pretexto político, atropelar a sua Constituição ou a Convenção Europeia dos Direitos Humanos e proibir o uso de determinada peça de vestuário?

Não será a liberdade de escolha um direito inalienável da mulher… e de toda a humanidade?

 

Referem algumas vozes que a burca é apenas uma “simples peça de vestuário, um mero símbolo de cultura ou tradição…”; outras que a burca é “um símbolo de machismo tóxico, de humilhação da mulher e de extremismo religioso…”

A burca é realmente um símbolo de opressão, submissão e aniquilação da entidade da mulher, sobretudo quando usada num contexto de extremismo religioso! Por isso o que importa realmente proibir/combater é o extremismo religioso que a impõe… o extremismo religioso que humilha, mata e viola a liberdade da mulher!

Nenhuma mulher pode ser precocemente mutilada ou violada… doutrinada ou privada da personalidade… nenhuma!

Nenhuma mulher nasce submissa a mandamentos religiosas absolutamente bárbaros e machistas, seja de que religião for... nenhuma!

Todas, sem exceção, têm direito a uma vida com dignidade, segurança e em plena liberdade.

 

Um projeto de lei que, sob o pretexto de defesa do laicismo do Estado, da liberdade e da segurança, impõe restrições a direitos fundamentais previstos na Constituição, nunca pode ser Lei. Nunca será demais recordar que tal como a laicidade do Estado, também a liberdade de escolha e a liberdade religiosa são valores fundamentais da democracia!

É, pois um projeto de lei ferido de inconstitucionalidade… uma espécie de nado-morto condenado à nascença.

O único objetivo é o ruido… o tal ruido que confere votos!

Autor: Carlos Silva
Data: 2025-10-17
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2025-10-20

0431. Crenças religiosas



O que pode levar um ser humano a debruçar-se sobre uma pedra, a ajoelhar-se, a arrastar-se, a martirizar-se, a subjugar-se e a humilhar-se perante imagens ou esculturas de supostas entidades divinas?

O que pode levar um ser humano a acreditar incondicionalmente na autenticidade da sua suposta divindade e a tomar as demais como falsas ou meros desvios da realidade?

O que pode levar um ser humano a afirmar categoricamente que uma contradição ou prova não podem invalidar a fé na sua divindade, apenas a fortalece?

É por demais evidente que o ser humano que acredita numa suposta divindade não tem consciência que é prisioneiro desse sistema dogmático e que muito dificilmente se libertará dele; a endoutrinação precoce a que foi sujeito, cegou-o, imunizou-o do conhecimento científico que substitui por explicações ilusórias, confortantes e satisfatórias.

A nível individual, há quem o classifique como “crente”; no entanto, o termo mais apropriado seria obviamente “paciente[1]”.

A nível grupal, há quem classifique como “crença ou tradição religiosa” moral e culturalmente legitimada por uma “herança islâmica, ou judaico-cristã” delimitadas pelos dois últimos milénios…

Normalmente individuo e grupo partilham convicções inquestionáveis e resistem à prova e ao contraditório. Constroem uma entidade própria baseada no sobrenatural ou num ideal de perfeição e isolam-se para se protegerem da realidade exterior.

Por razões, éticas e clínicas não é conveniente classificar o estado como «perturbação mental», mas, simplesmente, fragilidade racional.

 



[1] Doente


Autor: Carlos Silva
Data: 2026-01-05
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[1] Doente





2025-09-04

0429. Ateísmo

 





A ausência de crença em entidades supranaturais, não implica propriamente um vazio existencial… pelo contrário!

A ausência de crença permite-me viver plenamente e ser relativamente feliz no seio de uma família estruturada e num meio social e profissional equilibrado e regrado.

A ausência de crença permite-me levar uma vida completamente pacífica, guiada por parâmetros éticos e sobretudo racionais que sempre defini como prioritários para me sentir plenamente satisfeito neste breve lapso de tempo que tenho o privilégio de desfrutar.

A ausência de crença, não implica qualquer privação, negação, sacrifício… ou eventualmente que viva o dia a dia obcecado com a ideia de Fim. Na realidade tenho perfeita consciência do fim e sobretudo a consciência que é fundamental viver plenamente o momento ou pelo menos não morrer antes do fim, obcecado ou amedrontado com ameaças de infernos ou promessas de eternidades, em troca de comportamentos que impliquem desperdícios temporais com devoções, rituais ou sacrifícios absolutamente inúteis, humilhantes e patológicos.

O ateísmo não é uma crença… mas sim a sua ausência!

Abordo as crenças porque alguém se lembrou de inventar ou criar seres imaginários não apenas com o intuito de responder aos seus anseios e desejos de perfeição… mas, porque na maioria dos casos, são usadas com o vil propósito de dominar, enganar e explorar os mais pobres e desfavorecidos.

Abordo as crenças porque, de forma incessante, me procuram impor e impingir os seus amigos invisíveis e imaginários, que obviamente não ultrapassam o filtro lógico da minha racionalidade.

No fundo o ateísmo não é mais do que uma resposta a esse comportamento mitológico/patológico/ancestral que, na generalidade, é fruto da ignorância e limitação humana relativamente à realidade envolvente.

No fundo o ateísmo não é mais do que uma reação natural aos dogmas que me querem impor, às imoralidades e inverdades que sucessivamente vão sendo desmascaradas e desmentidas pela ciência.

No fundo o ateísmo não é mais do que uma reação natural à endoutrinação, à manipulação, ao ódio e à intolerância religiosa que normalmente gera guerras e lutas fratricidas.

No fundo o ateísmo é apenas viver naturalmente o momento, reagindo e fazendo uso contínuo da razão quando colocada em causa.

No fundo o ateísmo é apenas viver naturalmente e pacificamente o momento de acordo com os padrões de justiça social que norteiam as sociedades livres e democráticas.

 

No fundo ser ateu é contribuir para uma sociedade mais racional… mais justa… e sobretudo para uma melhor distribuição dos recursos e riquezas do planeta.

 

É-me impossível admitir a mentira por mais que afirmem ser verdade!

É-me impossível ultrajar a verdade por mais que insistam na mentira!

 

O ateísmo, não é, pois, nenhuma crença!

O ateísmo é simplesmente não acreditar em entidades divinas!

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2025-08-10
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