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2026-04-24

0451. Crucificação

 


Desde a Roma antiga que a crucificação foi padronizada como um dos principais métodos de tortura e execução pública.

O corpo, frequentemente precedido de flagelação, era normalmente pregado de mãos e pés numa cruz de madeira e deixado a agonizar num lendo e interminável martírio. Um castigo usado para punir escravos, criminosos e traidores do Estado, que normalmente provocava a morte por asfixia ou exaustão da vítima. Um arrepiante quadro de medo e horror que dissuadia qualquer tipo de ação criminosa ou revolta popular.

Durante o longo período de obscurantismo da “Idade das Trevas”, esta metodologia de tortura e morte acentuou-se exponencialmente com a criação de inúmeros métodos verdadeiramente macabros e hediondos. Tendo como objetivo combater “blasfémias”, “heresias”, “bruxarias” e “feitiçarias”, obter confissões, conversões e sobretudo aniquilar desvios à doutrina cristã, a partir do século XII até ao finais do século XIX, a Santa Inquisição, idealizou e criou alguns métodos de tortura verdadeiramente atrozes, nomeadamente o potro, a roda, submersão em água ou óleo fervente, o garrote, queima na fogueira e decapitação pública, a maioria baseados em Autos de Fé, aplicados após penosos períodos de prisão e tortura.

 

«O caminho até à cruz já era parte da punição. O condenado era obrigado a carregar a própria trave pelas ruas, nu ou seminu, sob cuspes, pedradas e insultos da multidão. Soldados empurravam, chicoteavam, humilhavam. Rebeldes, escravos rebeldes ou vítimas de delações falsas desfilavam assim, enquanto Roma mostrava a todos o preço de desafiar a ordem. Não bastava matar o corpo. A crucificação destruía a alma também. Era humilhação pública, medo espalhado, um espetáculo vivo de terror. O condenado morria devagar, diante de todos, como um aviso vivo: Isto acontece com quem se levanta contra nós».

 

De acordo com a narrativa mitológica cristã, o suposto messias, “Jesus de Nazaré”, após ter desafiado o poder político de Roma, teria passado precisamente por este ritual infernal, carregando a própria cruz pelas ruas de Jerusalém, onde foi pregado e brutalmente executado sob as ordens de Pôncio Pilatos, governador da província romana da Judeia entre os anos 26 e 36 d.C.

Ao longo de séculos, este cruel método de tortura, humilhação e pena de morte, transformar-se-ia num ritual religioso, ao ponto de ser periodicamente celebrado e venerado como efeméride do Cristianismo; hoje imagem de marca global.

Uma poderosa arma de domínio político e social maquiavelicamente projetada para a sobrevivência e perpetuação; sustentada por um modelo macroeconómico de negócio fraudulento que transforma templos em empresas, crentes em clientes, e a fé num produto fictício altamente rentável.

Um produto que usa e abusa da tortura e da morte e apela a promessas de prosperidade eterna em troca de contribuições financeiras para solucionar os problemas dos seus devotos fiéis.

Um produto “milagroso” sustentado por uma poderosa e contínua campanha de endoutrinação e marketing que lhe serve de pilar.

Um produto “milagroso” que ignora a ciência e apela à supressão da reflexão e consciência humana, capaz de transformar um ato abominável de sofrimento e morte da antiga Roma num dos maiores símbolos de amor e salvação da humanidade.

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2026-04-17
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https://agora7564.wordpress.com/2026/04/24/0451-crucificacao/

https://carlosagora.wixsite.com/agora/post/0451crucifica%C3%A7%C3%A3o

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2026-04-20

0450. “E se o cristianismo estiver de novo a ficar na moda?”

 


“E se o cristianismo estiver de novo a ficar na moda?”

 

Caro JMT…

Depois de ler o seu assombroso artigo, confesso que fiquei realmente com vontade de responder.

«O século XXI será espiritual ou não será». “Parece que vai ser” -diz.

Ora o seu “parece” é objetivamente típico do “acredito e tenho uma fé inabalável que é, ou parece que vai ser”. É caso para dizer, em pleno século XXI, parece-lhe realmente que Ele existe?!

A mim, a única coisa que me parece é que está a regressar à Idade Média!

Quanto à “campanha nos autocarros de Londres” …

«Provavelmente Deus não existe. Para de te preocupar e aprecia a vida».

Se um crente realmente doou 50 libras por entender que a iniciativa era “ótima para pôr as pessoas a pensar em Deus” … ora, pelo menos, também colocou alguns crentes como o JMT a meditar… se “Ele realmente existe... onde é que está?”. Acredito que alguém estará disposto a doar-lhe muito dinheiro para provar a sua existência!

Refere que “se os novos ateístas fossem mais sensatos, saberiam que o impulso religioso é impossível de extirpar…”. Impossível de extirpar?!

Possivelmente para um crente endoutrinado como o JMT será difícil… mas não impossível! Afinal, basta raciocinar um pouco e torna-se perfeitamente possível!

Eu “extirpei o meu; aliás, assassinei-O sem dó nem piedade! Confesso que o meu “espírito crítico” foi implacável com Ele!

“O Novo Ateísmo passou de moda e o que se está a assistir em muitos países ocidentais é o lento emergir de um interesse renovado na religião.”

“Emergir” ... ou submergir? -afinal, refere um facto concreto: “em Portugal os últimos Censos mostram que o número de portugueses que se afirmam católicos é o mais baixo de sempre…”.

Sobre a sua despedida…“Uma Santa Páscoa para todos”. Decerto estará a referir-te a “todos, todos, todos” os crentes. É que a maioria dos ateus, não celebra a morte de entidades supranaturais e muito menos a sua ressurreição.

Durante a semana da Páscoa, normalmente saio uns dias de Portugal e vou passear para não ser massacrado com esta enxurrada de patranhas.

Foi precisamente o que fiz esta semana. Fui até Auschwitz ver como é que o Exército alemão e os judeus (com o devido respeito) viveram a Páscoa.

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2026-04-08
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2026-04-17

0499. Pete Fiction

 


Refere o jornal Público que o secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, citou um versículo bíblico falso, retirado do filme Pulp Fiction durante um sermão no Pentágono.

 

“A oração era uma adaptação do monólogo proferido pela personagem de Samuel L. Jackson. No filme, a personagem atribui-o falsamente a Ezequiel 25:17 antes de um assassinato…”

«O caminho do aviador abatido está cercado por todos os lados pelas iniquidades dos egoístas e pela tirania dos homens malvados. Abençoado seja aquele que, em nome da camaradagem e do dever, guia os perdidos pelo vale das trevas, pois ele é verdadeiramente o guardião do seu irmão e o descobridor das crianças perdidas. E eu castigarei com grande vingança e ira furiosa aqueles que tentarem capturar e destruir o meu irmão. E saberás que o meu indicativo de chamada é Sandy 1 quando eu derramar a minha vingança sobre ti.»

 

“Pete Hegseth, citou um versículo bíblico falso…” -mas existe algum versículo verídico na Bíblia? Quando digo “verídico”, obviamente não refiro o texto escrito e rescrito por clérigos ao longo de séculos ou se descreve o recente “caminho” de algum “aviador”, mas sim a mensagem, a ética, o valor científico e utilidade para a humanidade. Quem, de consciência minimamente sã, pode usar como referência um livro que contém relatos de genocídios, infanticídios e leis completamente absurdas?

Até à presente data desconhece-se o objeto de estudo da Teologia e consequentemente a sua utilidade; e, pelo que constato, não são apenas os “legítimos representantes da Igreja Católica” (I.C.) que andam a estudar o “livro sagrado”. Os políticos católicos americanos também estão a adaptá-lo e a usá-lo (alegadamente violando a própria narrativa) para endoutrinar e incentivar os seus militares a rezar e a combater[1] em nome do Dito.

Recentemente, o representante máximo da I. C., o americano Leão XIV, desmentiu e condenou veementemente o uso da religião (em nome do Dito) como bênção/justificação para ações bélicas.

Os novos representantes americanos, cientes da força da sua legitimidade, aconselharam o Papa a “estudar Teologia”, porque, afinal, eles é que estão realmente certos!

Entretanto, na sua viagem por África, nos Camarões, Leão XIV, voltou novamente a apelar à paz, salientando que “este mundo está a ser devastado por uma mão cheia de tiranos” com guerras e exploração.

Confesso que não vi o filme Pulp Fiction, mas, pelo menos, fiquei a saber que a personagem do Samuel J Jackson recitava o versículo supracitado, ou o versículo adaptado, sempre antes de assassinar alguém.

Ora, se o versículo original que homologa e instiga os ditos representantes divinos a “matar e vingar em nome do Senhor”,  só por si, já choca qualquer mente humana minimamente racional, então, o que dizer destes novos (i)legítimos representantes da Teocracia Americana que abençoam a guerra com citações de filmes violentos de ficção, em nome do Dito e com acesso ao maior arsenal bélico e nuclear do planeta?

Pois, podem perfeitamente fazer o mesmo que a personagem de Samuel L. Jackson, se alguém não pensa como eles, não dá o que pretendem, ou simplesmente não tem a mesma religião: mata-se e está o assunto resolvido!

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2026-04-16
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[1] Matar



2026-03-06

0446. «Falsos curandeiros...»

 


«Falsos curandeiros condenados por enganar as suas vítimas…»

 

Li hoje (mais) uma notícia sobre a «condenação de cinco falsos curandeiros que encenavam rituais de purificação com o objetivo de enganarem a vítima e extorquirem dinheiro de forma ilícita».

Apesar da gravidade do assunto, não consegui deixar escapar um sorriso acompanhado de mais um simples ato de reflexão:

Falsos curandeiros?!... mas, então, também existem curandeiros verdadeiros?!

Concordo plenamente que todos os ditos “curandeiros” que enganam as suas inocentes vítimas sejam severamente condenados; mas, quem lê superficialmente o artigo, pode perfeitamente ser levado a deduzir que existem “verdadeiros curandeiros” e que estes não devem ser condenados por enganarem as suas vítimas!

Ou será que, ao contrário dos «falsos», os «verdadeiros curandeiros», são oficialmente inimputáveis?

Na verdade, falsos curandeiros são todos uma vez que tanto uns como outros enganam as suas vítimas!

Fiquemos então por “Curandeiros condenados por enganar as suas vítimas”.

Assim estará mais correto!

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2026-01-26
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0445. Jesus

 


Não é fácil, para não dizer impossível, descrever a aparência física de uma entidade fictícia. É preciso muita imaginação por parte do (s) criador (es) e sobretudo aceitação por parte dos fiéis seguidores, que necessariamente terão que ser precocemente convencidos da sua existência.

Tomando como exemplo a mitologia católica, o livro que lhe serve de base e glorifica não faz qualquer referência à aparência física. Apenas sabemos que ao longo da história da sua criação e disseminação ideológica, sofreu inúmeras alterações e versões que normalmente se identificavam com as características do criador ou padrão da época.

De acordo com alguns teologistas, o suposto “Jesus da Galileia”, teria uma figura «morena, baixa estatura e cabelo curto» -o padrão característico dos judeus da época.

De acordo com a Igreja Católica, «deus é espírito, imaterial e invisível»; não possui um corpo físico ou forma humana; no entanto, o Evangelho refere que «quem vê Jesus, vê o Pai», o que pressupõe que assumiu a natureza e aparência física de um homem judeu desse primeiro século.

As primeiras versões hoje conhecidas surgiram durante o Império Bizantino, que passou a retratar o Dito como um ser invencível e semelhante aos imperadores da época.

Não havendo, por razões óbvias, uma definição ou orientação da Igreja Católica sobre a sua real fisionomia, a mesma foi sendo alterada e definida ao longo do tempo pelo critério dos artistas, com destaque para o Renascimento italiano que o popularizou como um «Jesus caucasiano de olhos claros». Consequentemente, a maioria dos ditos cristãos, ainda o imagina e retrata precisamente como um «homem de meia idade, barbudo, cabelos castanhos e olhos azuis».

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2026-02-28
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2026-03-01

0444. Kristin em Fátima

 



Chegou até mim através da Agência de Notícias Ecclésia da Igreja Católica portuguesa a extraordinária notícia que a «Kristin»[1] também passara pela Cova da Iria e se atrevera a «derrubar dezenas de árvores no Santuário de Fátima com rajadas de vento na ordem dos 140 quilómetros por hora. As mais afetadas foram os cedros e os pinheiros das alamedas do Recinto de Oração, mas registaram-se igualmente quedas de árvores nas traseiras da Basílica de Nossa Senhora do Rosário e na zona de Valinhos»; milagrosamente «a Capelinha das Aparições e a centenária azinheira não sofreram qualquer dano» pelo que a «instituição mantém o programa celebrativo sem interrupções».

Podemos então ficar todos descansados pois a Capelinha das Aparições não sofreu qualquer dano e as cerimónias vão continuar. Tal significa que as contribuições dos fiéis estão assim asseguradas.

Quanto às pessoas que neste momento estão a sofrer sem comunicações e sem energia eclética, com as casas alagadas e sem um teto… não há uma palavra!

Quanto às pessoas que morreram a tentar salvar os seus bens ou a ajudar os que mais precisavam… não merecem sequer um «Ámen»!

Estima-se que os danos provocados pela tempestade Kristin, só na religião de Leiria, ascendam a 2 mil milhões de euros… onde está a ajuda da Igreja Católica?

Parece que para a Ecclésia, tal não é notícia… o que realmente importa é que a Capelinha das Aparições não ter sofrido qualquer dando.

Só faltava agora virem a público dizer que foi “milagre” e que o Dito não permitiu que a Capelinha sofresse qualquer dano.

As pessoas que se f****!

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2026-02-28
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[1] Tempestade



2026-02-26

0243. «Deixai vir a Mim as criancinhas»

 


«Deus ama as crianças ainda antes de estas O conhecerem…» -não é por acaso que o manifesta em Mateus 19:14: «deixai vir a Mim as criancinhas e não as impeçam…»

 

A Igreja Católica “adota” os seus filhos ainda antes destes conhecerem o seu futuro amo.

Já alguma vez, ao entrar numa igreja com o seu filho pela mão, imaginou ou questionou o autêntico significado de tais palavras?

Já alguma vez imaginou o que poderá estar por detrás desta massacrante endoutrinação religiosa e quais as consequências que poderão resultar para o futuro do seu filho?

Será que o seu filho precisa mesmo de um protetor pessoal imaginário a quem tem que se subjugar, humilhar e servir cegamente até ao fim da sua vida?

Não!

Nenhuma criança precisa que lhe sejam precocemente incutidos medos, culpas ou castigos de seres imaginários!

Uma criança precisa de amor, liberdade e educação para se desenvolver física, mental e moralmente de forma saudável e equilibrada.  

Proteja-se e sobretudo proteja o seu filho!

Proteja o seu filho dos que dizem «Deus ama as crianças ainda antes de estas O conhecerem…» -não é por acaso que o manifesta em Mateus19:14: «deixai vir a Mim as criancinhas e não as impeçam…»

Proteja-o… porque poderão realmente arruinar o seu futuro!

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2026-01-24
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2026-02-13

0441. Laicidade

 




A laicidade é um pilar fundamental e inviolável da democracia e um dos princípios identitários da Constituição da República Portuguesa (CRP) que legalmente todos estamos obrigados a respeitar.

Os artigos 41.º e 43.º da CRP consagram precisamente a liberdade de consciência, de religião, de culto e estabelecem a base da laicidade: «as igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado» e «o ensino público não será confessional».

De igual modo, a Lei de Liberdade Religiosa (LLR) estabelece que «o Estado não adota qualquer religião nem se pronuncia sobre questões religiosas»; «nos atos oficiais e no protocolo de Estado será respeitado o princípio da não confessionalidade»; «o Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer diretrizes religiosas» e «o ensino público não será confessional».

Compete, pois, à Assembleia da República «garantir o cumprimento da Constituição e das leis e fiscalizar os atos do Governo e da Administração», bem como «tratar todos os assuntos respeitantes aos direitos e deveres fundamentais consignados na Constituição e na lei».

Compete ao Estado assegurar a liberdade de consciência dos cidadãos, onde se inclui a religiosa, a separação entre política e religião, que protege ambas, e a igualdade de todas as pessoas perante a lei. É precisamente a liberdade de consciência que garante o direito de professar, mudar, ou não ter qualquer religião.

Compete ao Estado (a todos os órgãos) adotar e manter uma postura neutra e imparcial relativamente a todas as confissões religiosas, não interferindo nem permitindo interferências na administração, nomeadamente no que se refere à educação religiosa na escola pública e a participação em atos oficiais ou protocolares de entidades religiosas.

 

O proselitismo religioso deve restringir-se exclusivamente às instituições religiosas. De igual modo, governantes e todos os membros de órgãos do Estado, no exercício de funções, devem abster-se de participar em cerimónias ou rituais religiosos, podendo, no entanto, a título privado, exercer esse direito no seio da sua própria confissão.

O Estado não pode estabelecer nenhum tipo de convenções ou acordos jurídicos que privilegiem determinada religião. A “Concordata” entre a Santa Sé e a República Portuguesa, é um manifesto exemplo de violação do princípio fundamental da laicidade. Mais do que uma imposição legal, a revogação da Concordata e a revisão da LLR, são imperativos democráticos que urge retificar e ratificar, por forma que sejam abolidos os privilégios e isenções concedidos exclusivamente à Igreja Católica.

Um Estado democrático não tem religião oficial e não apoia ou discrimina qualquer crença; garante que todos os seus cidadãos sejam tratados em igualdade de direitos, independentemente da sua confissão religiosa, ou ausência da mesma.

A laicidade é em si um modelo de cidadania baseado na neutralidade e igualdade de todos os cidadãos perante a lei num espaço comum livre e democrático.

 

A laicidade do Estado é inviolável!

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2026-01-07
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2025-12-07

0439. O que seria "deus"?

 





Li, algures, que não se deve perguntar «quem é deus?», mas sim «o que é deus?».

 

Ora, na minha modesta opinião, independentemente da nulidade da questão e da resposta, o que realmente se deveria colocar seria a hipótese…

 

Se existisse um deus, quem seria ou o que seria?

 

Não se observando ou comprovando cientificamente a existência de qualquer entidade divina, vulgo “deus”, a questão transforma-se em mera nulidade, levando-nos, obviamente, para o campo da especulação/imaginação.

O que realmente se impõe questionar é…

Que “deus” é este que as religiões nos pretendem precocemente incutir e impingir sem nenhuma prova ou evidência?

Que “deus” é este, milagrosamente materializado pela ação do “Espirito Santo” num judeu da antiga Galileia e cujos relatos bíblicos garantem ter sido o "Messias" que foi crucificado, morreu e ressuscitou para salvar a humanidade, por ele próprio concebida?

 

Se eventualmente a qualquer mente minimamente sensível ou racional a questão parecer ridícula, aconselho a não continua a ler… a resposta, logicamente, também será inútil e ridícula!

 

Aos mais perseverantes que ousaram continuar… deixo apenas algumas considerações para reflexão:

É um facto que ao longo da história, desde a sua génese, o ser humano imaginou e criou, a maioria à sua imagem, inúmeros “deuses”, materializados em esculturas, que idolatrou freneticamente ao longe de gerações.

É um facto que nenhum desses “deuses, quando invocados, ressuscitou ou respondeu a qualquer medo de extinção ou pedido de eternidade humana.

É um facto que ter fé na existência desse “deus” não o faz existir; trata-se de um mero conceito mental abstrato…

É, pois, uma questão de perceção individual relativamente à análise da realidade… inúmeras vezes cruel com todos os seres vivos… e com os “deuses” que criam.

É, pois, completamente indiferente ter fé, tal como é questionar «quem é deus?» ou «o que é deus?».

 

Não pretendo negar perentoriamente a existência de entidades divinas... apenas constato a realidade… e esta diz-me que nunca foram observadas nem existe qualquer prova de tal.

Constatar e expressar a nulidade desta questão/resposta, não significa desrespeitar a fé de quem crê…  e muito menos a crença… trata-se apenas de não desrespeitaria a minha racionalidade!

Se perante os factos não existe, é, pois, incorreto partir do pressuposto da sua existência baseada num simples ato de fé!

 

Independentemente da nulidade de qualquer questão/ resposta…

Perante a falta de provas, obviamente que apenas posso deduzir que não existe nenhum “deus”!


Autor: Carlos Silva
Data: 2024-06-03
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https://agora7564.wordpress.com/2025/12/08/0439-o-que-seria-deus/

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2025-11-07

0435. "Deus"

 



Existem inúmeras provas sobre a evolução das espécies, incluindo a humana.

Não existe nenhuma prova nem evidência sobre a existência de seres sobrenaturais.

Não existe nenhuma prova sobre um suposto “deus” que saiba tudo sobre todas as coisas; que esteja presente em todos os lugares e que tenha um poder infinito.

Se houvesse um “deus” omnisciente, obviamente que não existiriam erros e muito menos ressurreições absurdas para salvar imperfeições da sua própria criação.

Se houvesse um “deus” omnipresente, obviamente não permitiria tanta guerra e tanto sangue derramado!

Se houvesse um “deus” omnipotente, obviamente não seriam necessários missionários ou profetas para divulgar a sua mensagem!

Obviamente que “deus” não passa duma aspiração humana sem qualquer lógica ou confirmação objetiva no mundo real.

“Deus” não passa de uma simples construção humana baseada em crenças e mitos.

A razão e o conhecimento científico não comprovam a existência de nenhum “deus omnisciente, omnipresente ou omnipotente!

Considere, pois, a ideia de um “deus” como uma projeção da imaginação humana.


Autor: Carlos Silva
Data: 2024-04-08
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0434. Solstício de Inverno





Não deveríamos celebrar o Natal, mas sim o Solstício de Inverno!

Na realidade, os cristãos copiaram e deturparam o conceito de Natal.

Na realidade o Natal não passa de uma relíquia dos primórdios da civilização humana que tinha por crença a adoração do Sol.

Quase todas as festividades pagãs estavam ligadas a eventos naturais...

Durante milénios, os nossos antepassados celebravam o Solstício com festivais de luz, trocas de presentes e encontros sazonais…

O Solstício de Inverno anuncia o renascimento simbólico do Sol, o prolongamento dos dias…

Celebrar o Natal católico é, pois, celebrar uma imitação… uma ilusão!

Celebrar o Natal católico é manter acesa a chama de um dos mais antigos dogmas impostos pelo Cristianismo.

 

Celebrar o Solstício de Inverno é celebrar a Vida e a Realidade!

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2024-12-25
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2025-10-23

0432. Projeto de lei da burca


A Assembleia da República aprovou hoje um projeto de lei que prevê a “proibição do uso de roupas que impeçam a exibição do rosto em locais públicos” e a “proibição de forçar alguém a cobrir o rosto por motivos religiosos ou de género”.

A proposta foi apresentada pelo Chega e tem como objetivo primordial a interdição do uso de burca em espaços públicos usando como pretexto a “segurança e a defesa da dignidade da mulher”.

O projeto invoca os princípios da igualdade e laicidade do Estado estabelecidos na Constituição e na Lei de Liberdade Religiosa… “nenhum símbolo religioso deve ser privilegiado ou permitido em instituições públicas…”, argumenta que “esconder o rosto é violar os requisitos mínimos da vida em sociedade” e “permitir o uso da burca ou o niqab é incompatível com os princípios de liberdade e dignidade humana”.

O próprio líder, André Ventura, dirigindo-se especificamente aos imigrantes, afirmaria categoricamente no Parlamento que “o objetivo do projeto é proibir o uso da burca em Portugal”. “Quem chega a Portugal, independentemente da sua origem, costumes ou religião, deve antes de tudo cumprir e respeitar os valores e tradições do país”. “Uma mulher forçada a usar burca deixa de ser livre e independente, tornando-se um objeto”.

 

Logo após a apresentação, algumas vozes críticas se levantaram alegando que trata de “ódio contra a comunidade muçulmana” … que “o debate promovido pelo Chega apenas pretende atacar os estrangeiros” e que “negar a burca constitui um ataque à liberdade de culto e consciência…”

Vozes mais sonantes optaram pela discrição ou pelo politicamente correto… “é preciso preservar a igualdade de género, defender valores, cultura e tradições do povo português…”; “são valores comportamentais que estão em confronto…”

 

Mas, afinal, quais são os valores que realmente importa defender?

Os valores do Islamismo… do Cristianismo… as leis do Estado… ou os direitos da mulher?

 

Perante a conjetura atual, é evidente que andar de cara tapada em espaços públicos pode suscitar algumas questões de segurança… mas, a questão fundamental será realmente o perigo do uso da burca em espaços públicos ou a violação de direitos fundamentais da mulher?

Pode uma mulher ser impedida de vestir o que quer ou forçada a vestir o que não quer apenas porque um homem o diz, uma religião o exige ou um Estado o impõe através de lei?

Pode um Estado que se diz laico, livre e democrático, sobre determinado pretexto político, atropelar a sua Constituição ou a Convenção Europeia dos Direitos Humanos e proibir o uso de determinada peça de vestuário?

Não será a liberdade de escolha um direito inalienável da mulher… e de toda a humanidade?

 

Referem algumas vozes que a burca é apenas uma “simples peça de vestuário, um mero símbolo de cultura ou tradição…”; outras que a burca é “um símbolo de machismo tóxico, de humilhação da mulher e de extremismo religioso…”

A burca é realmente um símbolo de opressão, submissão e aniquilação da entidade da mulher, sobretudo quando usada num contexto de extremismo religioso! Por isso o que importa realmente proibir/combater é o extremismo religioso que a impõe… o extremismo religioso que humilha, mata e viola a liberdade da mulher!

Nenhuma mulher pode ser precocemente mutilada ou violada… doutrinada ou privada da personalidade… nenhuma!

Nenhuma mulher nasce submissa a mandamentos religiosas absolutamente bárbaros e machistas, seja de que religião for... nenhuma!

Todas, sem exceção, têm direito a uma vida com dignidade, segurança e em plena liberdade.

 

Um projeto de lei que, sob o pretexto de defesa do laicismo do Estado, da liberdade e da segurança, impõe restrições a direitos fundamentais previstos na Constituição, nunca pode ser Lei. Nunca será demais recordar que tal como a laicidade do Estado, também a liberdade de escolha e a liberdade religiosa são valores fundamentais da democracia!

É, pois um projeto de lei ferido de inconstitucionalidade… uma espécie de nado-morto condenado à nascença.

O único objetivo é o ruido… o tal ruido que confere votos!

Autor: Carlos Silva
Data: 2025-10-17
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