Ao longo destes dois últimos milénios, a Igreja sempre viu o sexo como algo
imoral, como um pecado mortal. A maior parte das vezes, reprimiu-o de forma
bárbara e cruel.
Adão e Eva foram «a génese sexual da nossa humanidade», mas logo a «demoníaca»
Eva teria de trair o seu Adão e cometer o maior dos pecados… o pecado original!
De forma generalizada, a Igreja sempre subjugou os seus fiéis ao
celibato com as mais diversas consequências que ultimamente têm vindo à luz: «afilhados
sem identidade», «casamentos vetados», «pedofilia» – a maior parte deles de
consequências completamente catastróficas.
De forma generalizada, a Igreja sempre subjugou a mulher, proibindo-a de
celebrar cerimónias, atos religiosos ou ascender na hierarquia… – nenhuma
chegou a «padre» e muito menos ao «papado»
Estes são apenas alguns exemplos ignóbeis e aberrantes que ainda perduram
à luz do século XXI. São casos em que o senso comum e a razão acabam por deitar
abaixo a insensatez da tradição dita religiosa.
Pregada e autoproclamada defensora de direitos humanos, obviamente que
terá de respeitá-los na sua própria casa sob pena de cair em contradição e,
obviamente, em descrença. O atual papa pretende mudar esta última (os padres
serem naturalmente pais como qualquer outro ser e não ter como consequência o
fim do dito sacerdócio). Tais palavras assomaram do facto de um dito padre, de
nome D. Manuel Clemente, ter vindo a público afirmar que: «Quem voltasse a
casar deveria abster-se de ter relações sexuais!». Ora, é perfeitamente natural
que na atual sociedade muitos casais se divorciam e voltam a casar, procurando
a felicidade numa segunda relação, por a primeira não ter resultado… Como é que
alguém pode pedir a este «novo casal» que se abstenha de algo fundamental como
o sexo para o equilíbrio da relação? Só mesmo de uma mente absolutamente
retrograda e incapaz de abranger a verdadeira essência e harmonia da vida…
Como é que uma função primária da vida e bem-estar pode ser reprimida ou
considerada pecado? Sem sexo como é que poderia haver a Criação? Só mesmo por
milagre!
