Acabado
de chegar de Auschwitz, ainda algo agitado com a abominável magnitude do
cenário presenciado, eis que sou presenteado com mais uma “pérola” do
esquizofrénico alucinado que atualmente reside na Casa Branca em Washington,
D.C. (E.U.A.):
“Uma
civilização inteira vai morrer esta noite, para nunca mais ser ressuscitada.”
A
esta apocalíptica narrativa, acrescenta o omnipotente, que após a 1 da manhã,
vai “lançar o inferno sobre o Irão”, caso não seja cumprido o prazo por ele
próprio determinado para abertura do estreito de Ormuz.
Alguém
minimamente ponderado e consciente pode tolerar que o presidente dos E.U.A.
venha a público proferir esta barbaridade?
Como
é que um país como os E.U.A, que se afirma livre e democrático, mas na
realidade se assemelha a uma teocracia de contornos que roçam o extremismo mais
radical, pode permitir este tipo de discurso ao seu presidente?
Perante
tais aberrações[1] e
sobretudo atos de guerra à margem da legalidade, como é que o Congresso dos E.
U. A. não avança com um processo de “impeachment”?
Se
o ex-diretor da CIA, John Brennan, declara publicamente que “o presidente
norte-americano não está apto para o cargo” …
Se o líder do Senado americano, Chuck Schumer, refere que “Trump é uma pessoa extremamente doente e que cada republicano que se recuse a juntar-se na votação contra esta guerra é dono de cada consequência…”
Se o líder democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, refere que “o Congresso deve acabar imediatamente com esta guerra de escolha imprudente no Irão antes que Trump nos mergulhe na terceira guerra mundial…”
Então,
do que estão à espera?
Que
aconteça mais uma tragédia mundial?
Mais grave ainda; questionado sobre a
eventualidade de estar a cometer “crimes de guerra”, o dito afirma:
“Não,
não estou minimamente preocupado com isso! Estamos numa operação militar! Não
vou utilizar a palavra guerra porque para isso teria que ir ao Congresso pedir
autorização!”
Não
vai utilizar a palavra “guerra”? Vai usar o quê? “Operação militar especial”?
-essa já tem direitos de autor e foi reivindicada por outro alucinado.
Inacreditavelmente,
neste momento nos E.U.A. (e praticamente em todo o mudo) discute-se a
possibilidade/legitimidade do presidente ordenar um ataque nuclear ao Irão!
Questiona-se a possibilidade dum alucinado, comandante supremo da FA dos E.U.A.
ordenar um ataque nuclear, como se o apelo à eliminação de uma civilização não
fosse já em si um crime de guerra.
Até
parece que, de um momento para outro, o “Américan first” do movimento que
apoiou a sua eleição (MAGA) deixou de ter qualquer significado. Agora segue-se
o “Irão first” com um peditório aos contribuintes para fazerem mais uns
sacrifícios e suportarem os custos astronómicos da guerra em nome do país, e
claro, do “deus que abençoa a guerra”.
Afinal,
tal como na Venezuela, sempre se pode ganhar algum dinheiro extra com o
petróleo do Irão!
Nunca
a célebre frase de António Aleixo fez tanto sentido prático…
«Há
tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando
que a burrice é uma ciência.»
Autor: Carlos Silva
Data: 2026-04-07
Imagem: Internet
Obs.:
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