2026-04-15

0448. "Uma civilização inteira morrerá esta noite"

 


Acabado de chegar de Auschwitz, ainda algo agitado com a abominável magnitude do cenário presenciado, eis que sou presenteado com mais uma “pérola” do esquizofrénico alucinado que atualmente reside na Casa Branca em Washington, D.C. (E.U.A.):

 

“Uma civilização inteira vai morrer esta noite, para nunca mais ser ressuscitada.”

 

A esta apocalíptica narrativa, acrescenta o omnipotente, que após a 1 da manhã, vai “lançar o inferno sobre o Irão”, caso não seja cumprido o prazo por ele próprio determinado para abertura do estreito de Ormuz.

Alguém que me diga se esta retórica belicista é própria de um ser humano que esteja no seu perfeito juízo mental?

Alguém minimamente ponderado e consciente pode tolerar que o presidente dos E.U.A. venha a público proferir esta barbaridade?

Como é que um país como os E.U.A, que se afirma livre e democrático, mas na realidade se assemelha a uma teocracia de contornos que roçam o extremismo mais radical, pode permitir este tipo de discurso ao seu presidente?

Perante tais aberrações[1] e sobretudo atos de guerra à margem da legalidade, como é que o Congresso dos E. U. A. não avança com um processo de “impeachment”?

Se o ex-diretor da CIA, John Brennan, declara publicamente que “o presidente norte-americano não está apto para o cargo” …

Se o líder do Senado americanoChuck Schumer, refere que “Trump é uma pessoa extremamente doente e que cada republicano que se recuse a juntar-se na votação contra esta guerra é dono de cada consequência…”

Se o líder democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, refere que “o Congresso deve acabar imediatamente com esta guerra de escolha imprudente no Irão antes que Trump nos mergulhe na terceira guerra mundial…”

Então, do que estão à espera?

Que aconteça mais uma tragédia mundial?

 Mais grave ainda; questionado sobre a eventualidade de estar a cometer “crimes de guerra”, o dito afirma:

“Não, não estou minimamente preocupado com isso! Estamos numa operação militar! Não vou utilizar a palavra guerra porque para isso teria que ir ao Congresso pedir autorização!”

Não vai utilizar a palavra “guerra”? Vai usar o quê? “Operação militar especial”? -essa já tem direitos de autor e foi reivindicada por outro alucinado.

Inacreditavelmente, neste momento nos E.U.A. (e praticamente em todo o mudo) discute-se a possibilidade/legitimidade do presidente ordenar um ataque nuclear ao Irão! Questiona-se a possibilidade dum alucinado, comandante supremo da FA dos E.U.A. ordenar um ataque nuclear, como se o apelo à eliminação de uma civilização não fosse já em si um crime de guerra.

Até parece que, de um momento para outro, o “Américan first” do movimento que apoiou a sua eleição (MAGA) deixou de ter qualquer significado. Agora segue-se o “Irão first” com um peditório aos contribuintes para fazerem mais uns sacrifícios e suportarem os custos astronómicos da guerra em nome do país, e claro, do “deus que abençoa a guerra”.

Afinal, tal como na Venezuela, sempre se pode ganhar algum dinheiro extra com o petróleo do Irão!

 

Nunca a célebre frase de António Aleixo fez tanto sentido prático…

«Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma ciência.»

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2026-04-07
Imagem: Internet
Obs.:
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[1] Declarações