O crente, normalmente, acredita que o seu deus
morreu e ressuscitou para o salvar e salvar toda a humanidade – exceto os
não-crentes e os descrentes – esses irão para um local infernal, algures entre
o céu e a terra. O crente, normalmente, acredita que o seu amigo imaginário
concebeu um dilúvio para matar homens, mulheres, crianças e alguns animais irracionais…
simplesmente porque estaria zangado e queria castigar aqueles que ele criou. O
crente, normalmente, não sabe ou não se importa com a violência e insanidade
que proclama… aceita-a como natural e divina, sem sequer observar, testar ou
questionar. O seu «deus», qual super-herói, é «controlador, mesquinho, injusto,
genocida, vingativo, sedento de sangue, perseguidor, homofóbico, racista,
infanticida, filicida, pestilento, megalomaníaco sadomasoquista, malévolo» –
ainda assim, adora-o, ama-o e tem uma fé inabalável na sua existência… que
logicamente é incapaz de provar.
O crente é, obviamente, incapaz de provar a sua
existência, porque nunca o viu… e perante a falta de argumentação, normalmente
foge, assumindo uma atitude passiva para não cair no ridículo. Subjuga-se ao medo
de uma punição e ao pecado de ousar duvidar, numa espécie de luta interior com
a própria consciência. Refugia-se, então, na oração e na adoração da imagem que
lhe foi incutida, enclausurado… onde se sente útil e ocupado. Limita-se a viver
de acordo com os padrões que lhe foram doutrinados e incutidos como verdades
absolutas.
O crente, normalmente, pede ajuda ao pastor para
resolver os seus problemas. Para tal, tem necessariamente de abdicar de
raciocinar, ao ponto de assumir convictamente que o seu «deus» os resolverá.
O crente, na realidade, acaba por sacrificar a sua
única e preciosa vida em prol de uma ilusão!
Autor:
Carlos Silva
Data: 2022-12-13
Imagem: IA
Obs.:
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