É-me
indiferente que você seja islamita, judaísta, cristão ou de qualquer outra
religião, tal como o que diz o seu alcorão, a sua torá,
a sua bíblia ou qualquer outro livro ancestral da sua ou de qualquer outra
religião!
É-me indiferente o que você ou
qualquer outro crente pensa sobre o seu amigo imaginário!
Estou
cansado da sua desrespeitosa insistência e das intermináveis campanhas religiosas
de endoutrinação a que constantemente e arbitrariamente sou submetido sem nada
nem a ninguém ter pedido.
Estou
vacinado e sobretudo cansado de tanta controvérsia pueril e inútil sobre o
livro da sua religião e toda a absurda mitologia inerente aos seus personagens fictícios.
Estou
cansado da insanável insistência na estapafúrdia ideia da existência do amigo
imaginário que me pretende incutir. Já perdi demasiado tempo a tentar decifrar,
desmascarar e desmistificar o significado dos inúmeros estapafúrdios dogmas do
seu livro ficcional.
O
direito á liberdade é inviolável; ou, para melhor seja assimilado, é “sagrado”!
Defendo-a incondicionalmente. É precisamente este inalienável direito, que
confere a liberdade religiosa para escolher e praticar a sua crença, e a minha
escolha lógica e racional de não acreditar na existência de qualquer “divindade”.
Tem
todo o direito do mundo de acreditar no que quiser e viver a sua vida da forma
como entender. Mas, a sua fé na existência do seu “deus” não lhe confere o
direito nem a liberdade de me impor a sua crença ou exigir que viva de acordo
com o que está descrito no seu livro religioso, ou da forma como você o interpreta.
“Neste
capítulo e neste versículo diz que devemos…”
Repito...
É-me
indiferente que você seja islamita, judaísta, cristão ou de qualquer outra
religião, tal como o que diz o seu alcorão, a sua torá, a sua bíblia ou
qualquer outro livro ancestral da sua ou de qualquer outra religião!
É-me
indiferente o que você ou qualquer outro crente pensa sobre o seu amigo imaginário!
Não
acredito no que diz o seu “livro sagrado”, tal como não acredito na sua e em
nenhuma crença religiosa e estou no meu pleno e constitucionalmente reconhecido
direito de não acreditar.
É-me
completamente indiferente que você acredite ou finja que o seu deus existe. Finja
e seja feliz; mas não seja idiota ao ponto de pensar que o seu fingimento o faz
existir!
Vá
orar e professar a sua fé no recanto do seu lar ou nos locais de culto reservados,
junto dos “fiéis” que a partilham e não perturbe o precioso silêncio da minha
liberdade de escolha.
Deixe-me
viver e desfrutar plenamente deste minúsculo grão azul suspenso num raio de
sol, na imensidão do espaço.
Por
isso, repito…
É-me
indiferente que você seja islamita, judaísta, cristão ou de qualquer outra
religião, tal como o que diz o seu alcorão, a sua torá, a sua bíblia ou
qualquer outro livro ancestral da sua ou de qualquer outra religião!
Autor: Carlos Silva
Data: 2026-06-09
Imagem: Internet
Obs.:
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