“E
se o cristianismo estiver de novo a ficar na moda?”
Caro
JMT…
Depois
de ler o seu assombroso artigo, confesso que fiquei realmente com vontade de
responder.
«O
século XXI será espiritual ou não será». “Parece que vai ser” -diz.
Ora
o seu “parece” é objetivamente típico do “acredito e tenho uma fé inabalável
que é, ou parece que vai ser”. É caso para dizer, em pleno século XXI,
parece-lhe realmente que Ele existe?!
A
mim, a única coisa que me parece é que está a regressar à Idade Média!
Quanto
à “campanha nos autocarros de Londres” …
«Provavelmente
Deus não existe. Para de te preocupar e aprecia a vida».
Se
um crente realmente doou 50 libras por entender que a iniciativa era “ótima
para pôr as pessoas a pensar em Deus” … ora, pelo menos, também colocou alguns
crentes como o JMT a meditar… se “Ele realmente existe... onde é que está?”.
Acredito que alguém estará disposto a doar-lhe muito dinheiro para provar a sua
existência!
Refere
que “se os novos ateístas fossem mais sensatos, saberiam que o impulso
religioso é impossível de extirpar…”. Impossível de extirpar?!
Possivelmente
para um crente endoutrinado como o JMT será difícil… mas não impossível!
Afinal, basta raciocinar um pouco e torna-se perfeitamente possível!
Eu
“extirpei o meu; aliás, assassinei-O sem dó nem piedade! Confesso que o meu
“espírito crítico” foi implacável com Ele!
“O
Novo Ateísmo passou de moda e o que se está a assistir em muitos países
ocidentais é o lento emergir de um interesse renovado na religião.”
“Emergir”
... ou submergir? -afinal, refere um facto concreto: “em Portugal os últimos
Censos mostram que o número de portugueses que se afirmam católicos é o mais
baixo de sempre…”.
Sobre
a sua despedida…“Uma Santa Páscoa para todos”. Decerto estará a referir-te a
“todos, todos, todos” os crentes. É que a maioria dos ateus, não celebra a
morte de entidades supranaturais e muito menos a sua ressurreição.
Durante
a semana da Páscoa, normalmente saio uns dias de Portugal e vou passear para
não ser massacrado com esta enxurrada de patranhas.
Foi
precisamente o que fiz esta semana. Fui até Auschwitz ver como é que o Exército
alemão e os judeus (com o devido respeito) viveram a Páscoa.
Autor: Carlos Silva
Data: 2026-04-08
Imagem: Internet
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