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2025-09-06

0424. Sudário de Turim

 



Diz o povo, com razão, que “a mentira tem a perna curta!”

 

Em Cadouin, França, desde o século XII, que os cristãos veneravam e atribuíam milagres a um Sudário (peça de tecido) que supostamente teria envolvido a cabeça de «Cristo» e tinha sido preparada pela própria «Virgem Maria».

Porém, inesperadamente, em 1935, a Igreja Católica cancelou abruptamente todas as peregrinações e cerimónias, pois descobriu que a «relíquia» continha a inscrição «em nome de Deus clemente e misterioso…

Deus não há senão Alá» e teria pertencido a Moustali, califa do Egipto entre 1094 e 1101.

Resumindo, por mais de 700 anos, milhares de fiéis cristãos veneraram um véu islâmico que continha inscrições que glorificaram Alá… — um longo e humilhante período de paixão religiosa, agora desmascarado, ridicularizado e alvo de chacota popular.

Como há algum tempo que uma relíquia da Igreja Católica não era desmascarada ou desacreditada, eis que chegou a vez do Sudário de Turim. Este é um pano de linho que se encontra guardado na Catedral de Turim, norte da Itália, desde 1578, que mostra a imagem de um homem que milhões de católicos, ainda hoje, veneram, por acreditarem piamente que se trata da mortalha que envolveu o corpo de «Cristo» após a sua crucificação.

Tal como o Sudário de Cadouin, o Sudário de Turim também tem uma longa e controversa história de devoções e desacreditações…

Recentemente, Cícero Moraes, designer brasileiro, publicou um estudo científico, no qual demonstra que a imagem do Sudário não foi formada pelo contato de um corpo humano, mas por um molde de baixo-relevo, uma técnica artística comum na Idade Média, levantando assim dúvidas sobre a sua autenticidade.

Já em 1988, uma datação por radiocarbono efetuada por três laboratórios diferentes, tinha estabelecido que o material de linho do Sudário foi produzido entre os anos 1260 e 1390, o que reforça o estudo de Cícero de Morais, uma vez que estas representações religiosas em baixo-relevo eram práticas comuns na Europa nesse período.

Entretanto, eis que um documento medieval, recentemente descoberto, vem complementar as provas anteriores e arrasar por completo a crença do Sudário, classificando-a como uma «fraude deliberada».

A autenticidade do Sudário de Turim já tinha sido recusada por Nicole Oresme, teólogo do século XIV, que, mais tarde, se tornaria Bispo de Lisieux. Oresme classificou o Sudário como um «engano claro e patente» encenado por clérigos para obterem donativos dos fiéis. Esta análise, é, pois, a rejeição mais antiga que se conhece sobre a autenticidade do Sudário,o que revela que, nessa altura, já se sabia que era falso!

Há mais de 500 anos que a Igreja Católica sabe que o Sudário de Turim é falso!

Perante a esmagadora evidência das provas agora apresentadas, muita gente questionará: como é que a Igreja Católica consegue fazer com que milhões de pessoas continuem a acreditar piamente que o Sudário é uma mortalha que envolveu o corpo de «Cristo» após a sua crucificação? Como é que o Vaticano consegue manter vivo este «autêntico milagre»?

A resposta é muito simples: DINHEIRO! O DEUS DINHEIRO! O

Sudário de Turim é um negócio lucrativo que continua a gerar muito dinheiro!

 

Diz o povo, com razão, que «a mentira tem a perna curta!»

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2025-09-03
Imagem: Internet
Obs.:
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2025-02-01

0423. Sudarium Capitis




 

Desde o século XII, em Cadouin, França, os cristãos veneraram, efetuaram peregrinações, atribuíram milagres e ressurreições a uma peça de tecido («sudarium capitis»[1]) que supostamente teria envolvido a cabeça de Cristo e sido preparada pela própria «Virgem Maria».

Inesperadamente, em 1935 o bispo de Périgueux suprimiu todas as cerimónias, porque foi descoberto por um professor da Escola de Línguas Orientais, de Paris, que continha a inscrição: «Em nome de Deus clemente e misterioso (De Deus não há senão Allah) seu associado. Mahomet é o enviado de Allah…», que teria pertencido a Moustali, que foi califa do Egipto entre 1094 e 1101. O pano terá sido tecido nessa época.

Até à Revolução, o sudário foi considerado uma das mais importantes relíquias de França, ao ponto de, no século XVIII, o Padre Frison lhe chamar «o mais antigo e firme monumento da Religião» (Católica). «Fiéis em multidão vieram orar diante deste precioso motivo de paixão» … A «Igreja encorajou as peregrinações e numerosos Papas atribuíram graças e indulgências aos peregrinos» … «As peregrinações continuaram cada vez mais numerosas, acompanhadas de milagres retumbantes e prodigiosos (ressurreições)…».

Por mais de 700 anos, os fiéis católicos veneraram um manto que continha inscrições que glorificaram Alá e Maomé, e catorze papas declararam solenemente que o Sudário de Cadouin era autêntico. O bispo Debert afirmou que «duvidar da sua autenticidade, equivalia a nunca mais podermos dar crédito a testemunhos humanos».

Além deste longo e humilhante período de «paixão religiosa» que a Igreja Católica devotou a um véu islâmico, é de salientar a forma brusca como foi interrompida após ter sido desmascarada… e sobretudo como tem sido silenciada para não cair na chacota popular ou objeto de ridicularização

perante a opinião pública.

Se a «autenticidade dos milagres tem no sudário de Cadouin o seu mais genuíno padrão» e o tomarmos como um exemplo histórico que teve início no século XII e foi venerado por multidões de peregrinos até 1935, então o que dizer do fenómeno («milagre de Fátima») que teve início em 1917 e pouco mais de um século de vida tem, mas atinge hoje uma das suas fazes mais apoteóticas e de maior fulgor económico?

 

Fonte: Fátima Desmascarada, Cap. XI., João Ilharco



[1] Manto muçulmano com 2,81 m comprimento e 1,13 de largura.

 

 

  

Autor: Carlos Silva
Data: 2023-02-02
Imagem: Internet
Obs.:
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2024-12-03

0420. Absurdo




 

"O problema não é um deus, que não existe, mas a religião que o proclama"

José Saramago

 

Assoberbado por este reconfortante e enigmático silêncio, observo serenamente o brilho das estrelas. É completamente absurdo sequer imaginar que toda esta perfeita e magnificente imensidão tenha sido criada por uma suposta criatura sobrenatural que tudo controla, incluindo o que agora mesmo penso ou sinto… e que, ousando discordar, ou comportando-me mal, me castigaria por toda a suposta eternidade.

Como é que alguém pode sequer equacionar este absurdo? Como é que alguém pode viver, matar e até morrer em nome deste autêntico absurdo?

Não se compreende que o ser humano continue preso a crenças primitivas que durante séculos martirizaram, obstruíram e destruíram civilizações e gerações. Compreende-se perfeitamente o desejo de eternidade, a busca de perfeição e de justiça, a necessidade de explicação de fenómenos naturais. Compreende-se perfeitamente o desejo de viver melhor, o medo e a necessidade de consolo perante a morte, a dor da perda de seres queridos, a ausência de um sentido de vida. O que não se compreende é este absurdo! Não se compreende esta incessante e massacrante doutrinação religiosa infantil! Não se compreende esta contínua falta de doutrina de dogmas da religião, assimilados como virtudes ou verdades absolutas. Não se compreende a forma como são impostos à sociedade, como justificam guerras e motivam paz e bem-estar eterno. Não se compreende como as religiões continuam a parasitar o patriotismo como forma de obter proteção ou benefícios do poder instalado. Não se compreende como as religiões continuam a justificar a esmola e a ajuda aos mais pobres e desfavorecidos como forma de extorsão financeira. Não se compreende como as religiões continuam a segregar povos em função da crença, da raça ou da etnia, como continuam a marginalizar homossexuais e a diminuir o papel da mulher na sociedade, submetendo-a à uma mera condição de objeto ou de reprodução. Não se compreende como as religiões se apropriam da ética, da moral e dos costumes, das mais nobres virtudes humanas como se fossem suas, e muito menos que as usem mesquinhamente para viver à custa do sangue suor e lágrimas dos mais pobres e desfavorecidos.

Nas religiões nada se compreende, nada se questiona… simplesmente acredita-se!

Nenhuma religião torna o mundo melhor ou as pessoas mais felizes! Afinal, todas dependem da ação humana e o absurdo está nos homens que as criam e proclamam!

 

Na realidade, pode-se ser feliz sem religião!

 

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2024-02-12
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Obs.:
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2024-11-17

0419. Mensagem de Natal da IC na RTP

 



Atribuir à Igreja Católica ou a qualquer outra confissão religiosa tempo de antena em canais de televisão públicos, pagos pelo contribuinte, viola o princípio constitucionalmente definido da Laicidade da República Portuguesa.

Havendo um parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria Geral da República, segundo o qual "toda a publicidade destinada a promover uma confissão religiosa, ou que tenha por objeto ideias religiosas, deverá ser considerada ilícita, incorrendo o infrator em responsabilidade contraordenacional", não se compreende, porque não foi tomada qualquer ação por quem de direito.

Se ao Provedor (a) do Ouvinte e do Telespectador compete “representar e defender, no contacto com as Empresas de Serviço Público de Rádio e de Televisão, as perspetivas dos Ouvintes e dos Telespectadores diante da oferta radiofónica e televisiva”, o que é que o mesmo fez para evitar tal ilicitude?

Católicos, evangélicos, muçulmanos, hindus, judeus, budistas… qualquer crença têm o direito de transmitir a suas “mensagens”, mas, obviamente, nos locais e canais próprios, para os seus fiéis seguidores, ou para aqueles que veneram amigos imaginários e paguem o dízimo ou esmola… não para a população em geral e muito menos para pessoas minimamente lucidas e racionais, que normalmente estão vacinadas contra os seus dogmas.

Não o podem fazer numa televisão pública paga por todos os contribuintes, sobretudo aqueles que respeitam a separação e laicidade do Estado.

Não é lícito!… muito menos moral, o Estado favorecer, publicitar e patrocinar uma religião específica (IC) a quem atribui inúmeras regalias e sobretudo isenções de impostos.

 

Já chega de discursos “politiqueiros” … “jornadas religiosas” … “lutas contra o aborto” … “lutas contra a eutanásia” … “lutas contra a homossexualidade” …

 

Só falta mesmo que lutem contra a pedofilia e indemnizarem as vítimas.

Só falta mesmo levantarem que os cuzinhos gordinhos dos bancos das igrejas, e em vez de discursos e orações inúteis, saírem para a rua para ajudar os mais pobres e desfavorecidos.

Só falta mesmo começarem a distribuir parte da riqueza que acumularam ao longo de séculos para ajudarem a matar a fome no mundo.

 

A RTP, enquanto órgão de informação, tem obrigação de oferecer aos seus telespectadores e contribuintes um serviço público livre e independente do poder político, económico e religioso.

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2023-12-24
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2024-10-24

0418. "Se deus não existisse..."

 




Pressupondo a sua existência de forma inequívoca, dizem alguns crentes que «se deus não existisse, a vida não teria sentido».

Ora, tal como o ato de fé, o desejo de existência de uma entidade supranatural não a faz existir e muito menos confere sentido à vida humana. Uma coisa é o desejo de qualquer crente, outra é a realidade da matéria viva. De certa forma, o próprio desejo é o impulso primitivo e induz a crença.

Obviamente que não é por não acreditar em «deuses» que a vida deixa de fazer sentido. Obviamente que não é por não acreditar em «milagres» que alguém deixa de ser uma pessoa íntegra ou adotar uma postura moralmente irrepreensível.

Verifica-se, aliás, precisamente o contrário: a maioria dos ateus são pessoas responsáveis, com níveis culturais assinaláveis e sobretudo com capacidade de análise e conclusão relativamente a fenómenos fictícios, tal os dogmas da Igreja Católica que a Ciência progressivamente tem vindo a desvendar e desmascarar.

Qualquer ateu tem perfeita noção do bem e do mal, não precisa de muletas divinas para que a sua vida tenha sentido, não precisa que um qualquer pastor lhe diga o que é, ou não, correto e muito menos se mutilar, circuncisar, castrar, queimar, sacrificar ou matar alguém, tal como é descrito em algumas das inenarráveis passagens da Bíblia, é, ou não, apenas moralmente censurável, mas um ato criminoso.

Qualquer ateu conhece perfeitamente as inúmeras irracionalidades, guerras, divisões e episódios de violência que foram cometidas em nome das mais absurdas religiões. Obviamente terá presente que tanto a origem como a solução dos problemas nunca estará num qualquer «deus» omnipresente, omnisciente e omnipotente, que não existe, mas na ação do próprio homem.

Qualquer ser humano minimamente racional tem perfeita noção de que o conceito de «deus» apenas existe na sua mente, não passando de uma projeção dos seus próprios desejos e ideais.

Claro que a vida faz sentido! Basta ter o coração ocupado com um amor autêntico. Claro que a vida faz sentido! Basta ter a mente ocupada com uma atividade aliciante. Claro que a vida faz sentido! Basta desfrutar plenamente cada momento. Basta ter a perceção do seu valor e aceitar corajosamente a sua finitude. Que melhor prova posso dar que não seja a minha?

Mais um dia relativamente feliz sem qualquer divindade!

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2023-10-20
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2024-10-18

0417. Prova




 

Dizem alguns crentes que «por não se poder provar a inexistência de “deus”, não se pode afirmar que não existe» … que também não se pode provar!

Trata-se, obviamente, da inversão do ónus da prova. Se um crente afirma que o seu «deus» existe, cabe-lhe provar a sua existência… nunca por outrem o negar pelo facto de não existirem provas da sua existência!

Não existindo uma única prova objetiva da existência de «deuses», qualquer mente minimamente racional, apenas pode concluir pela sua inexistência. É impossível testar o objeto de qualquer crença, precisamente porque não existe. A fé, por si só, não transforma imagens mentais abstratas em matéria viva.

Obviamente que ninguém pode provar ou negar existência de nenhum «deus», mas pode perceber que a questão fundamental não é provar ou negar essa suposta existência, mas comprovar a sua inexistência pela fé, uma vez que só o que existe pode ser provado.

O mais caricato desta inversão do ónus da prova é que o tradicional crente nem sequer equaciona que a suposta existência do seu «deus» tornaria o seu ato de fé completamente inútil, deixando a crença de ter qualquer significado.

A confirmação da existência de «deus» através de um ato de fé individual é, pois, uma questão completamente utópica e irracional. Crer num «deus» não prova nada… e muito menos o faz existir! A fé é apenas uma mera aspiração pessoal geradora de uma imagem mental abstrata… e obviamente cada um terá a sua! É completamente absurdo alguém afirmar que «deus» existe apenas por fé ou simplesmente por pensar que tem alguns poderes supranaturais. A existência de «deus» e os seus «milagres» não passa de falácias criadas por seres ignorantes, para justificarem determinados fenómenos naturais e sobretudo os seus medos e aspirações eternas.

Nunca ninguém presenciou nenhum «milagre», tal como nunca ninguém comprovou de forma objetiva e científica a existência de nenhuma entidade supranatural. Eis a realidade… nua e crua! Que alguém (crente) me prove o contrário?

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2023-10-20
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2024-08-15

0414. Católicos vs Políticos

 



Tratando-se de uma afirmação sem qualquer fundamentação, por momentos, na minha própria consciência, afloraria uma singular alusão que acabaria por aqui deixar…

Os católicos sempre foram mais perseverantes, sempre tiveram uma visão mais futura da «vida terrena» e, sobretudo, sempre pensaram mais nos seus descendentes! Os políticos sempre foram mais renuentes, sempre tiveram uma visão mais futura do momento e, sobretudo, sempre pensaram mais nos seus eleitores! Os católicos sempre foram mais frágeis e sobretudo mais ricos «espiritualmente». Os políticos sempre foram mais fortes e sobretudo mais ricos materialmente. Na realidade, políticos e católicos sempre fizeram promessas e «milagres»!

Ocasionalmente, os políticos cumpriam as suas promessas, os católicos nunca o fizeram. Os políticos sempre remeteram o incumprimento para a falta de verbas ou apoio do Estado, os católicos sempre remeteram o cumprimento para um futuro próximo ou para a eternidade. Os políticos sempre apostaram numa campanha curta e objetiva, enquanto os católicos sempre o fizeram de forma perpétua, ao ponto de doutrinarem o próprio político, a quem incutiram a ideia de êxito e poder dependerem exclusivamente da sua entidade suprema a que todos deveriam obedecer cegamente e jurar incondicionalmente lealdade.

Desta união secular, sempre resultou um casamento de mútuo interesse em que ambos saíram a ganhar. Os católicos perceberam que, com o mínimo esforço, poderiam obter ganhos que lhe permitiam uma vida abastada, bastava-lhe apenas alguma esperteza, ora ameaçando com pecados e infernos, ora subornando com milagres e eternidades. Os políticos perceberam que, com algum esforço, poderiam obter votos e sobretudo poder para manter uma vida abastada, bastava-lhe apenas alguma esperteza… ora fazendo a vontade aos seus eleitores, ora apoiando os fiéis seguidores com o seu «amém» e apoiando cerimónias e cultos religiosos.

Quem é o mais esperto? Não sei… A poucos importará saber isso. O que realmente importa saber é para onde vai o dinheiro do fiel e do contribuinte. O que realmente importa é o dinheiro, o autêntico deus da religião… e da política!

A ciência e o pensamento racional têm vindo desmascarar alguns casamentos pouco católicos… e sobretudo negócios políticos pouco ou nada lícitos. O povo começa a despertar e a reivindicar os seus direitos, a exigir provas. Afinal, é o povo que paga donativos, dízimos, impostos!

Afinal, é o povo que sustenta políticos e católicos mais ou menos espertos!

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2023-09-02
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2024-08-11

0413. Crente

 




O crente, normalmente, reage com deleite quando ouve o que gosta de ouvir ou é reiterado o que lhe foi incutido como autêntico e inquestionável. O crente, normalmente, é submisso quando alimentado, confortado ou lhe são garantidos milagres e eternidades. Em contrapartida, se contrariado, se questionada a sua fé ou a autenticidade da sua divindade, reage de forma agressiva, e, em casos mais extremos, de forma violenta. Perante a falta de argumentos, torna-se emotivo, como se a diferença de opinião ofendesse a sua divindade… ou se de pecado se tratasse.

O crente, normalmente, acredita que o seu deus morreu e ressuscitou para o salvar e salvar toda a humanidade – exceto os não-crentes e os descrentes – esses irão para um local infernal, algures entre o céu e a terra. O crente, normalmente, acredita que o seu amigo imaginário concebeu um dilúvio para matar homens, mulheres, crianças e alguns animais irracionais… simplesmente porque estaria zangado e queria castigar aqueles que ele criou. O crente, normalmente, não sabe ou não se importa com a violência e insanidade que proclama… aceita-a como natural e divina, sem sequer observar, testar ou questionar. O seu «deus», qual super-herói, é «controlador, mesquinho, injusto, genocida, vingativo, sedento de sangue, perseguidor, homofóbico, racista, infanticida, filicida, pestilento, megalomaníaco sadomasoquista, malévolo» – ainda assim, adora-o, ama-o e tem uma fé inabalável na sua existência… que logicamente é incapaz de provar.

O crente é, obviamente, incapaz de provar a sua existência, porque nunca o viu… e perante a falta de argumentação, normalmente foge, assumindo uma atitude passiva para não cair no ridículo. Subjuga-se ao medo de uma punição e ao pecado de ousar duvidar, numa espécie de luta interior com a própria consciência. Refugia-se, então, na oração e na adoração da imagem que lhe foi incutida, enclausurado… onde se sente útil e ocupado. Limita-se a viver de acordo com os padrões que lhe foram doutrinados e incutidos como verdades absolutas.

O crente, normalmente, pede ajuda ao pastor para resolver os seus problemas. Para tal, tem necessariamente de abdicar de raciocinar, ao ponto de assumir convictamente que o seu «deus» os resolverá.

O crente, na realidade, acaba por sacrificar a sua única e preciosa vida em prol de uma ilusão!

  

Autor: Carlos Silva
Data: 2022-12-13
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2024-07-19

0411. Crenças idiotas

 




Todas as «crenças» são idiotas! Obviamente que cada idiota acredita e segue a crença idiota que entende!

Toda a gente tem o direito de acreditar, ou não, no que entender, inclusivamente em crenças idiotas! Tal como pode optar por ser, ou não, idiota! Obviamente que respeito o direito de quem acredita, ou não, em crenças idiotas, tal com respeito a opção de ser, ou não, idiota! Obviamente que, por mais torto que seja, respeito esse direito… e a opção, por mais idiota que seja! Respeito e defendo o livre-arbítrio, a liberdade de acreditar!

Cada idiota acredita na crença idiota que entende. O problema é que esta geração de idiotas, tal como as anteriores, ainda é demasiado idiota para perceber que está a ser usada e explorada sem o mínimo de piedade por uma espécie de espertalhões – a maioria fazendo-se passar por idiotas!

«Toda a gente tolera os idiotas úteis – que são, aliás, o melhor tipo de idiota. Os idiotas inúteis, pelo contrário, geram muito menos simpatia, uma vez que juntam a inutilidade à idiotice.»[1]

Não me «crucifiquem» por criticar ou não respeitar «crenças idiotas»! Criticar «crenças idiotas» é um direito fundamental da nossa sociedade!

Não me obriguem a respeitar crenças idiotas e muito menos os idiotas que nelas acreditam! Não sou obrigado a acreditar e muito menos respeitar seres mágicos, fictícios ou invisíveis! Não sou obrigado a acreditar no «amigo imaginário» de quem quer que seja!

Não tenho nada contra quem se identifica com «crenças idiotas», trata-se apenas de um simples exercício de racionalidade inerente a uma mente sã no seu pleno direito de expressão num estado livre e democrático.

Não tenho de provar ou negar a existência de seres supranaturais, vulgo «deuses» de nenhuma crença idiota, porque a questão fundamental não é provar ou negar a sua existência, mas comprovar que a fé de um ou mil idiotas não os faz existir, uma vez que só o que existe pode ser realmente provado.

Questionar «crenças idiotas» é o primeiro passo para a liberdade mental. A liberdade não começa quando saímos da prisão, mas quando a descobrimos. Já chegam dois milénios de doutrinas dogmáticas e crenças idiotas a tentar provar o improvável!

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2023-05-28
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[1] Ricardo Araújo Pereira





2024-05-22

0407. Analfabetismo católico

 




Para justificar algumas passagens mais violentas ou completamente absurdas da Bíblia, dizem alguns «teólogos» que «não a devemos interpretar linearmente».

Ora, se «deus é amor», é óbvio que teremos de a interpretar linearmente ou, pelo menos, de forma completamente literal. No entanto, se «deus caminha sobre as águas», já não a poderemos interpretar linearmente, pois correríamos o risco de algum fiel imaginar que o dito se teria afogado. Teríamos de o fazer «de acordo com o contexto da época», ainda que violando regras da física e neurónios de qualquer mente minimamente racional.

O mais difícil será se «deus mata» ou se ordena que alguém «mate o seu filho». Neste caso, torna-se linearmente difícil explicar, pois o ato/ordem implica uma justificação muito mais complexa e metafórica; daquelas completamente absurdas que deixam qualquer fiel de boca aberta e olhar enigmático… e qualquer pai imbuído pelo dilema de Abraão: «Que diabo de deus é este que proclama “não matarás” e simultaneamente ordena o sacrifício do meu filho?».

O principal problema destes fiéis leitores da Bíblia, no entanto, não é o facto de a fé eventualmente suprimir ou afetar o seu raciocínio ao ponto de desvalorizar a vida do próprio filho e aceitar o sacrifício como um ato legítimo de obediência à vontade de uma suposta entidade divina…

O principal problema é a forma como interpretam o que leem – de acordo com a sua fé, ou da forma como foram doutrinados. Revelam graves carência de análise textual, sobretudo a nível semântico e sintático. Trata-se de analfabetismo funcional, de iletrismo; ou, por outras palavras, não sabem escrever e revelam uma confrangedora incapacidade de perceber e interpretar o que leem.

Se a esta iliteracia juntarmos alguma incapacidade racional, podemos perfeitamente depreender porque acreditam cegamente no que lá está escrito; e porque não também concluir: a justificação da sua crença.

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2023-05-22
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0406. Importa

 




Importa despertar e contemplar para crer

Importa despertar e interpretar para conhecer

Importa despertar e conhecer para viver

Importa despertar e crescer para ser

 

Importa desmascarar dogmas e demagogias

Importa desmascarar vilões e violadores

Importa debater doutrinas e doutrinadores

Importa debater teocracias e teologias

 

Importa desmistificar cultos e religiões

Importa desmistificar confissões e convicções

Importa desmistificar tradições e devoções

 

Importa contestar inconscientes e omniscientes

Importa contestar omnipresentes e omnipotentes

Importa despertar inocentes e todas as mentes

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2023-08-03
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https://agora7564.wordpress.com/2024/05/22/0406-importa/

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