Diz este que “a lentidão de alguns processos poderá mesmo
significar concluir que a justiça humana poderá ser tão lenta, tão lenta, nos
casos de especial complexidade, que para os crentes mais radicais passará a
ombrear com a justiça divina, por definição intemporal”.
Não sei se o presidente crê radicalmente em algo, apenas sei,
pelas suas palavras e atitudes que é realmente “crente”.
Concordo plenamente quando diz que a justiça é muito lenta
sobretudo nos casos de “especial complexidade”, mas quanto à “justiça divina”,
e esta é apenas uma opinião pessoal, que vale o que vale… fico, mais uma vez,
verdadeiramente dececionado.
Enquanto tivermos um presidente que constantemente se ajoelha
perante supostas divindades, no beija-mão ao papa, ou constantemente apregoa
“justiça divina”, teremos consequentemente também um povo eternamente condenado
à ignorância.

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