Autor: Carlos Silva
Data: 2023-06-05
Imagem: Internet
Obs.:
Direitos reservados.
Autor: Carlos Silva
Data: 2023-06-05
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O
Estado é laico quando exerce imparcialmente o seu poder relativamente a todas
as crenças, não apoiando nem se opondo a nenhuma delas.
É
evidente que Portugal é um Estado laico e a Igreja Católica, tal como todas as
outras crenças religiosas, encontra-se separada do mesmo.
Ninguém
terá dúvidas que Portugal é um Estado laico!
Ninguém
terá dúvidas, no entanto, é evidente a constante presença de sacerdotes
católicos em atos públicos e sobretudo membros do Estado, incluindo o seu
máximo representante, em cerimónias e atos religiosos, como missas, procissões,
jornadas doutrinais de juventude… -algumas delas organizadas ou patrocinadas
pelo próprio Estado.
Não
sei se o fazem por medo, cobardia institucional ou simplesmente incompetência…
Temo
que poderá ser mesmo cegueira…
Temo
que nem sequer percebam porque o fazem!
A
propósito desta inequívoca e imparcial separação, referia o outrora
cardeal-patriarca de Lisboa, José Policarpo…
"O
Estado deve aumentar a sua participação financeira na construção de novos
templos. Comparando com o investimento noutras infraestruturas, a participação
do Estado é pequena. Era preciso investir mais e com maior rapidez, porque às
vezes fica-se 10 ou 15 anos à espera de uma infraestrutura deste tipo. Trata-se
de uma obrigação do Estado e não de um favor que faz à Igreja Católica. O
Governo tem obrigação de apetrechar a comunidade com as estruturas que são
precisas. Se a comunidade é religiosa, tem tanto direito a ter uma estrutura
religiosa como de saúde ou uma escola."
Para
o Emérito cardeal-patriarca de Lisboa, a “comunidade” portuguesa é “religiosa”
e a Constituição (que consagra a separação entre o Estado e todas as
religiões), deve atribuir no seu orçamento verbas exclusivamente destinadas á
Igreja Católica.
Por
outras palavras, o Estado deve construir mais igrejas, templos, altares… e contribuir generosamente para a organização
de missas e jornadas religiosas, pois não se trata de um privilégio da Igreja
Católica, mas sim de um dever, tal como a construção de um hospital ou escola
pública.
Eventualmente
por consequência da pandemia, parece que a crise terá também atingindo
significativamente a Igreja Católica. O dinheiro pedido aos fiéis já não é
suficiente para fazer face às despesas. Agora é preciso também pedir ajuda a
todos os contribuintes, católicos ou não!
Para quem se queixava que “a sociedade portuguesa está cada vez menos católica”, não se compreende a construção de mais igrejas ou templos… e muito menos que se organizem jornadas megalómanas, cujos principais objetivos são, inequivocamente, doutrinar jovens e coletar dinheiro para alimentar e perpetuar a Igreja Católica.
Até
se compreende que a Igreja Católica peça constantemente dinheiro ao Estado…
Todos
pedem!
Só
não se percebe porque é que um Estado laico tem que conceder à Igreja Católica
privilégios financeiros e recuse a outras entidades de reconhecido interesse
público e social que continuamente lhe vêm bater à porta.
A
Igreja, organizar um evento megalómano e construir um palco de 4 ou 5 milhões
de euros para uma missa, está no seu pleno direito!
Que
construa o que entender!
Ser
o Estado laico a ceder o terreno para o efeito, pagar as obras à custa dos
contribuintes e ainda por cima a maior parte do lucro reverter para a Igreja
Católica… parece não ser a melhor política!
É
impressão minha, ou algo não soa muito bem?
É
impressão minha, ou Portugal não é um Estado plenamente laico?
É
impressão minha, ou há por aqui uma ligeira confusão entre liberdade religiosa
(constitucionalmente protegida) e interesse público?
Autor: Carlos Silva
Data: 2023-06-19
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Obs.:
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Urge
questionar!
Porque persiste
este opulento Monstro da Idade das Trevas que ao longo de séculos se tem
alimentado de fome, guerra, miséria e ignorância humana?
Porque persiste
este opulento Monstro da Idade das Trevas que ainda antes da idade da razão, doutrina
os mais jovens e persistentemente cega, manipula, subjuga e explora os mais
frágeis e desamparados?
Porque persiste
este opulento Monstro da Idade das Trevas que, maquiavelicamente, aniquila a
natureza do sentimento e a lógica do pensamento racional humano?
Persiste pelo
domínio, pelo poder, pelo dinheiro e sobretudo pela ganância humana!
Persiste
porque a maioria da população é pobre, inconsciente e facilmente manipulável!
Persiste
porque ainda existem seres humanos que preferem o conforto da mentira ao
desconforto mental da verdade!
Persiste porque ainda existem seres humanos que continuam ingenuamente e
incondicionalmente a acreditar no seu fiel “amigo imaginário”! (ou demónio!)
Qual
descomunal Monstro de Hipocrisia!
Persiste
porque somos humanos!
Urge
responder!
Autor: Carlos Silva
Data: 2023-06-01
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Obs.:
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Entre o sonho
e a realidade
Entre a
insanidade e a excentricidade
Existe uma simples e ténue linha de cumplicidade
O simples
cruzar dessa ténue linha imaginária
Pode culminar
no mais terrível dos crimes
Tal como pode
culminar no mais mortal dos pecados
Há quem lhe
chame simplesmente loucura
Há quem lhe
chame simplesmente vaidade
Sonhei-a e na
realidade sei ser apenas pura felicidade
Autor: Carlos Silva
Ora,
o sofrimento, tal como o prazer e a própria morte são indissociáveis da vida.
O
sofrimento, porém, quando sem alternativa, pode tornar-se intolerável e
insuportável, quer fisicamente quer psicologicamente, fazendo com que a vida se
transforme numa autêntica tortura.
Assim,
muito além do que defina a DUDH, está o individuo, a quem, ainda em plena
capacidade, cabe decidir se quer ou não viver os seus últimos dias num estado
de sofrimento atroz.
Esta
decisão pessoal é inalienável e inescrutável.
A
decisão sobre o direito à vida, ou morte, pertence ao próprio individuo e não a
qualquer pessoa ou entidade.
Não
existe estado ou religião, poder legislativo ou judicial, que prevaleça sobre a
decisão individual de pôr termo à própria vida, quando, por força do
sofrimento, esta deixe de ter qualquer sentido.
A
estes poderes, apenas compete legislar e regulamentar as condições em que o
pode fazer, para que não existam dúvidas ou violações sobre o direito
fundamental.
Por
isso, caro Marcelo, pode realmente enviar as vezes que entender a Lei da
Eutanásia para a Assembleia da República para esclarecer as suas dúvidas sobre
a letra…
Não
faz qualquer sentido continuar a discutir, ano após ano, a Lei da Eutanásia!
Trata-se
de um direito individual.
Trata-se
de uma decisão individual e sobre esta decisão, o Presidente ou o Parlamento não
têm qualquer competência.
Espero,
pois, que a regulamentem de forma adequada porque é-me indiferente o que
decidam.
Sobre
a minha vida, sou eu que decido!
Autor: Carlos Silva
Data: 2023-04-22
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Obs.:
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Gosto de
pessoas com fé… religiosas, ou não!
Gosto de
pessoas que acreditam nas suas capacidades!
Gosto de
pessoas que acreditam que são capazes de vencer, ainda que, à priori, não
tenham a certeza das convicções porque só à posteriori as podem confirmar.
Podemos ter
fé de que vamos vencer uma prova…
No entanto,
nada nos garante a vitória, porque são inúmeros os condicionalismos... os
nossos adversários podem ter a mesma fé e nada nos garante que não tenham
treinado tanto ou mais que nós… e que, na realidade, sejam realmente melhores!
Podemos ter
fé que ficaremos bem num exame porque estudamos muito e sentimos que iremos
passar. No entanto, nada nos garante que tenhamos êxito. Poderá não correr como
imaginávamos.
Podemos
também ter fé em milagres ou na existência de seres divinos!
No entanto,
contrariamente às primeiras convicções, estas não têm qualquer base científica
sólida que as sustente e não podem ser observadas ou confirmadas.
Se à
posteriori, poderemos realmente confirmar a vitória ou o êxito no exame,
obviamente fruto das nossas capacidades, do esforço, do querer… neste último
caso, é impossível, uma vez que a nossa fé, ou o acreditar não faz nada
acontecer ou existir!
Há, pois, a
fé fundamentada no esforço e na dedicação que à posteriori pode ser realizada,
e a fé religiosa, imaginada, que jamais poderá ser testada ou confirmada.
Podemos
prever que amanhã vai chover ou estar sol…
Se estivermos
no verão, a probabilidade de estar sol será bastante elevada, enquanto que, no
inverno, a probabilidade será bastante reduzida. É perfeitamente espectável.
Podemos
também prever, embora mais raro, um fenómeno atmosférico que normalmente ocorre
quando o sol atravessa nuvens de cristais de gelo e reparte a luz (parélio), criando
a ilusão ótica de diversos “sóis” em movimento, numa espécie de dança nupcial
com as nuvens. Para os mais crédulos, terá sido este o fenómeno extraordinário
ocorrido na Cova da Iria que estaria na origem do “milagre de Fátima” -a
célebre “dança do sol” que serviu de prova às ditas aparições!
Para os mais
informados, não terá sido mais do que um simples fenómeno atmosférico, que, de
resto, poderá acontecer em qualquer lugar do mundo onde as condições
atmosféricas sejam as mais propícias.
Considerar esta
célebre “dança do sol”, ou por outras palavras, movimento gravitacional, uma
realidade, teríamos que admitir que nesta altura estaríamos todos na companhia
dos “anjinhos” a navegar eternamente no espaço sideral!
Claro que se
à posteriori qualquer uma destas possibilidades se pode verificar (um belo dia
de sol… um acinzentado dia de chuva… ou,
ainda que menos provável, um inesperado parélio) … no entanto, não faria qualquer
sentido atribuí-las à ação de supostas divindades e muito menos a um qualquer
fenómeno milagroso!
Qualquer
pessoa minimamente racional que queira fazer este tipo de previsão com a maior
probabilidade possível de acertar, certamente que previamente se informará sobre
as condições meteorológicas e não se fundamentará apenas num mero processo
empírico baseado em crenças pessoais.
Normalmente
as pessoas que mais êxito alcançam nas suas previsões são aquelas que se apoiam
em dados científicos, que possuem capacidade para os analisar e retirar deles
conclusões objetivas.
Existem
inúmeras pessoas que se vangloriam de ter acertado nas suas previsões,
sobretudo quando as probabilidades eram reduzidas… são os “adivinhos”,
ou por outras palavras os “charlatães”, que se aproveitam da inocência dos
interlocutores para retirarem proveitos financeiros desses seus dotes
supostamente sobrenaturais.
Há pessoas
que precisam da fé, sobretudo religiosa, para se sentirem bem ou sentirem que
têm êxito na vida, sobretudo por pensarem que tal é uma virtude… procuram
convencer os demais a acreditar no seu credo como fórmula de êxito e resolução
pessoal, associando muitas vezes a devoção ao ideal de bem e de ajuda ao
próximo. No entanto, é preciso clarificar que a fé religiosa acaba
invariavelmente por culminar no mero acreditar, ou pelo menos, no que se
acredita saber; nunca num facto objetivo ou conclusão, porque jamais pode ser
confirmada, o que normalmente pode levar à frustração ou desilusão pessoal,
muitas vezes com consequências dramáticas e irreversíveis para o futuro do
crente. Em casos extremos pode mesmo levá-lo a acreditar que os seus problemas
se resolverão através da fé… do acreditar… não apenas em si, mas também no ser
imaginário que venera, que supostamente o protege e ajuda a ter êxito na vida.
Gosto de
pessoas com fé… religiosas, ou não!
Gosto sobretudo
de pessoas que têm fé no seu esforço, no seu trabalho, na sua dedicação para
assim alcançarem os êxitos e objetivos previamente traçados.
Obviamente, desde
que possível, qualquer um pode acertar numa determinada previsão…
Não será por
acaso que alguém acerta na chave do sorteio do Euromilhões!
Autor: Carlos Silva
Data: 2023-04-17
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