Autor: Carlos Silva
Data: 2023-10-03
Imagem: Internet
Obs.:
Direitos reservados.
O tempo não
para
Tempo é coisa
rara
O tempo não espera
nem desespera
O tempo não desperta
nem alerta
O tempo não entoa
e jamais perdoa
O tempo voa por
mais que doa e doa
O tempo é
momento
O tempo é
amar este precioso momento
O tempo é amar
neste preciso momento
Quem não amou
jamais amará seu tempo
Quem não
viveu jamais viverá seu tempo
O tempo não
para
Tempo é coisa
rara
Autor: Carlos Silva
Data: 2023-10-01
Imagem: Internet
Obs.:
Direitos reservados.
A
Epopeia de Gilgamesh é uma das primeiras obras da literatura mundial e é
constituída por doze placas em escrita uniforme onde consta a descrição de um
grande “dilúvio”.
Pressupõe-se
que na sua origem tenham estado lendas e contos sumérios sobre o mitológico
deus-herói Gilgamesh, reunidos e compilados no século VII a.C.
Refere
precisamente um desses contos Sumérios de 4500 a.C. que “deus”, na sua
omnipotência, após ter criado a humanidade, se teria zangado com o seu
comportamento, decidindo eliminá-la fazendo uso de um dos seus mais temíveis instrumentos
divinos: o “dilúvio”. Ordenaria, então, que fosse construída uma enorme barca
onde seriam carregados diferentes tipos de sementes e um casal de cada espécie
animal…
No
final desse “dilúvio” soltaria uma pomba para vislumbrar a existência de terra
firme…
Posteriormente,
a história da “Arca de Gilgamesh”, ou melhor, da “Arca de Noé”, repetir-se-ia…
“Deus”,
perante o reincidente mau comportamento da Humanidade, decidiu inundar novamente
a terra e causar enorme destruição. Desta vez, para serem salvos do novo “dilúvio”,
escolheria o fiel Noé, a sua família, e um casal de cada espécie de todos os animais
do mundo.
Com
as devidas adaptações e muita imaginação, a Igreja Católica, criou, literalmente,
uma cópia de uma das passagens da Epopeia, a obra que descreveu o “Dilúvio”
antes da Bíblia; esta, no entanto, baseada num acontecimento real: uma
inundação ocorrida no rio Eufrates, tal como comprovam dados arqueológicos da
altura.
Um
dos sobreviventes desse “dilúvio” seria precisamente o rei sumério Ziusudra que
fretaria uma barca comercial e a encheria de comida e animais para conseguir
escapar... convertendo-se, assim, numa lenda.
Menos
transcendental por não ter sido à escala global, mas não menos trágico, seria o
recente dilúvio ocorrido na cidade de Derna, na Líbia, após uma violenta
tempestade, onde se estima que tenham morrido mais de 5 mil pessoas e tenham desaparecido
cerca de 10 mil.
Continuará
o dito zangado com o comportamento destas populações para impor tão severo
castigo?
Não
será caso para sorrir, mas qualquer leitor minimamente diligente entenderá
obviamente que a maioria das histórias contidas na Bíblia são apenas cópias ou
adaptações primitivas e muito rudimentares de mitos dos povos que anteriormente
habitaram esta zona do globo terrestre.
Autor: Carlos Silva
Data: 2023-10-01
Imagem: Internet
Obs.:
Direitos reservados.
Vejo
a juventude lutar por um mundo melhor…
Vejo
a juventude lutar por paz e pela vida na esperança de um futuro melhor…
A
realidade, porém, mostra-nos um mundo cada vez pior.
Um
mundo continuamente em guerra subjugado aos interesses da indústria do
armamento…
Um
mundo cada vez mais poluído subjugado aos interesses da indústria dos
combustíveis…
Um
mundo cada vez mais subjugado a fenómenos naturais extremos devido ao
aquecimento provocado pela emissão de gases…
Um
mundo cada vez com mais fome, com mais emigração forçada, com maiores
desigualdades sociais, com mais ricos muito ricos… e sobretudo muitos mais pobres
muito pobres, sem qualquer perspetiva de futuro…
Vejo
um mundo acorrentado e obscurecido por casamentos entre regimes totalitários e
fanatismos religiosos que se perpetuam como pragas a cada nova colheita de
juventude…
Vejo
um mundo onde alguns espertalhões exploram milhões, doutrinando novas gerações,
privando-as de pensar, de viver e sobretudo de sonhar…
Vejo
um mundo de juventude sempre na esperança de mudar o mundo!
Vejo
um mundo de esperança que se renova a cada nova geração que floresce…
Mas,
na realidade, não vejo mudança!
Corremos
o risco de nunca ter uma nova geração!
Corremos
o risco de nunca ter um mundo melhor!
Corremos o risco de não ter um mundo!
Nunca
é tarde para lutar por um futuro e sobretudo por um mundo melhor!
Autor: Carlos Silva
Data: 2023-08-06
Imagem: Internet
Obs.:
Direitos reservados.
Perguntava o
Rui Batista numa das suas publicações…
“COMO COMEÇAR
O PROCESSO DE DESINTOXICAÇÃO DA CRENÇA RELIGIOSA?”
E o próprio
respondeu…
“A crença
religiosa não é algo que se "desligue" de um momento para o outro.
Eu próprio
levei anos.
Há vários
pontos importantes que contribuem para nos libertarmos dessa fantasia que se
torna parte de nós desde tenra idade.
Primeiro, e
talvez o mais importante, é perceber que NÃO TEMOS RESPOSTAS PARA TUDO, E ISSO
NÃO É MAU.
Ou seja, por
vezes, a resposta para algo é “NÃO SABEMOS” e isso não é vergonhoso. Vergonhoso
é não saber, mas dizer que se sabe, e usar uma desculpa qualquer para
justificar aquilo que, realmente, não se sabe.
Ler sobre
vários temas é importante, pois existem ligações (por vezes não imediatamente
claras) entre temas que parecem não ter relação. Por exemplo, o comportamento
religioso está relacionado com a socialização, com a procura de aceitação e
confirmação no seio de uma sociedade (uma família, um grupo de amigos, a cidade
onde se vive, o país em que se vive, etc.), com a autojustificação de
princípios que se tomam como certos, com aspetos da psicologia humana (como o
viés de confirmação, a confusão entre casualidade e causalidade, etc.), com a
dificuldade de aceitação de que se investiu tempo e recursos em algo que se tem
medo de abdicar, com dissonâncias cognitivas, etc.
Portanto, ler
sobre psicologia, antropologia, sociologia, história, cosmologia, etc., é
importante. Já a filosofia é uma área com tantas ramificações que pode dar para
ambos os lados, pois a filosofia é ótima para fazer perguntas, mas não
particularmente boa a dar respostas, portanto pode ser usada como tentativa de
se justificar aquilo que se pretende acreditar, através do processo de levantar
mais dúvidas do que oferecer respostas.
Outra coisa
importante é questionar, pesquisar e não ficar satisfeito com os primeiros
dados que se obtém e, acima de tudo, não aceitar apenas aqueles dados que
parecem confirmar o que já tomamos como certo e descartar aqueles que
contrariam aquilo que queremos acreditar. Fundamentalmente, procurar o maior
número de dados sobre algo, cruzar e filtrar esses dados, e apenas reter
aqueles que são sólidos e que se corroboram entre si e que cujas fontes são
fidedignas.
Também
importante é perceber que a avaliação pessoal baseada em senso comum é
altamente insegura, e pode ser influenciada por inúmeros fatores que irão
distorcer a apreensão e avaliação seja do que for. Acima de tudo, usar a
"navalha de Occam", que postula que entre duas ou mais explicações
para um facto, a mais simples é usualmente a correta. E, uma explicação natural
é sempre mais simples do que uma explicação que exige que se recorra a magia,
esoterismo, sobrenatural (basicamente, que exija que se aceitem coisas que nem
sequer podem ser comprovadas).
Basicamente,
seguindo estes princípios será um excelente caminho para deixar de se acreditar
em algo que não é real, nunca foi, e nunca será, pois quando se estuda o
suficiente, ficamos a saber que a religião foi apenas o primeiro esforço humano
de tentar arranjar explicações para o que não compreendia. Um esforço digno,
louvável, mas extremamente pueril e baseado em fantasia, ignorância e
superstição.
E isto
leva-nos à máxima mais importante que é preciso seguir para largar a religião:
SABER É MAIS
IMPORTANTE QUE ACREDITAR.”
*
Impulsivamente,
tal como outros, acabaria também por responder à sua publicação com um pequeno
comentário…
"COMO
COMEÇAR O PROCESSO DE DESINTOXICAÇÃO DA CRENÇA RELIGIOSA?"
Para dar
início a um "processo de desintoxicação da crença religiosa" é
necessário reunir um grupo de pessoas que estejam dispostas a lutar por um
objetivo comum que pode ser fundamental para o futuro de muitos jovens e
sobretudo das gerações vindouras.
Será certamente
um trabalho contínuo, longo e árduo… -nunca é demais recordar que, no passado, muitos
heróis improváveis e anónimos sacrificaram a própria vida para salvar milhares
de crianças do holocausto, da guerra, da fome e da miséria.
O primeiro
passo será, pois, reunir esse grupo de pessoas…
O segundo,
conversar, definir estratégias, objetivos e ações concretas que possam ser materializadas
e traduzidas em resultados reais.
É de louvar a
"luta diária" do Rui com todos os seus "amigos crentes” … -um
trabalho realmente árduo!... -já lhe disse uma vez, que é preciso muita
paciência para responder/argumentar com todos… por vezes fico cansado
(sorriso) só de ver!
Despertar/desvendar/desmascarar
dogmas religiosos…. sim, porque não, usando da "navalha de Occam"?...
Após
estabelecer as diretrizes, o terceiro passo é passar à ação!
Fazer parte
de um grupo ou associação ateísta é fundamental. É no âmbito dessa união que
residirá a força!
A Associação
Ateísta Portuguesa e a Associação República e Laicidade, são exemplos pioneiros
dessa ação pacífica em Portugal. Embora existam há alguns anos, conheci-as há
pouco através da comunicação social onde surgiram a contestar as "Jornadas
da Juventude Religiosa. São dois magníficos exemplos de heróis que escolheram
viver sem a religião que lhe querem impor… que assumiram defender a laicidade
do Estado e lutar contra a doutrinação/chantagem religiosa sobre as sociedades
livres e democráticas.
O meu elogio para
todos os seus membros!
O meu orgulho
por também agora ser um deles!
(...)
VAMOS
COMEÇAR?!
Autor: Carlos Silva
Data: 2023-09-01
Imagem: Internet
Obs.:
Direitos reservados.
A consciência
do que sou ou suponho ser,
Desperta
subitamente a inconsciência de ser,
Desperta
completamente a brevidade de ser,
Desperta
implacavelmente a realidade de não ser.
A consciência
do que sou ou suponho ser,
Desperta
subitamente a essência do prazer,
Desperta completamente
a ânsia de escrever,
Desperta
implacavelmente a evidência de não ver.
A consciência
do que sou ou suponho ser,
Desperta
subitamente este leve sentimento,
Desperta
completamente este breve pensamento.
A consciência
do que sou ou suponho ser,
Acende
efemeramente a finitude do momento,
E apaga
eternamente com a passagem do tempo.
Autor: Carlos Silva
Data: 2023-09-01
Imagem: Internet
Obs.:
Direitos reservados.