Tratando-se de uma
afirmação sem qualquer fundamentação, por momentos, na minha própria
consciência, afloraria uma singular alusão que acabaria por aqui deixar…
Os católicos
sempre foram mais perseverantes, sempre tiveram uma visão mais futura da «vida
terrena» e, sobretudo, sempre pensaram mais nos seus descendentes! Os políticos
sempre foram mais renuentes, sempre tiveram uma visão mais futura do momento e,
sobretudo, sempre pensaram mais nos seus eleitores! Os católicos sempre foram
mais frágeis e sobretudo mais ricos «espiritualmente». Os políticos sempre
foram mais fortes e sobretudo mais ricos materialmente. Na realidade, políticos
e católicos sempre fizeram promessas e «milagres»!
Ocasionalmente, os
políticos cumpriam as suas promessas, os católicos nunca o fizeram. Os
políticos sempre remeteram o incumprimento para a falta de verbas ou apoio do
Estado, os católicos sempre remeteram o cumprimento para um futuro próximo ou
para a eternidade. Os políticos sempre apostaram numa campanha curta e
objetiva, enquanto os católicos sempre o fizeram de forma perpétua, ao ponto de
doutrinarem o próprio político, a quem incutiram a ideia de êxito e poder
dependerem exclusivamente da sua entidade suprema a que todos deveriam obedecer
cegamente e jurar incondicionalmente lealdade.
Desta união
secular, sempre resultou um casamento de mútuo interesse em que ambos saíram a
ganhar. Os católicos perceberam que, com o mínimo esforço, poderiam obter
ganhos que lhe permitiam uma vida abastada, bastava-lhe apenas alguma
esperteza, ora ameaçando com pecados e infernos, ora subornando com milagres e
eternidades. Os políticos perceberam que, com algum esforço, poderiam obter
votos e sobretudo poder para manter uma vida abastada, bastava-lhe apenas
alguma esperteza… ora fazendo a vontade aos seus eleitores, ora apoiando os
fiéis seguidores com o seu «amém» e apoiando cerimónias e cultos religiosos.
Quem é o mais
esperto? Não sei… A poucos importará saber isso. O que realmente importa saber
é para onde vai o dinheiro do fiel e do contribuinte. O que realmente importa é
o dinheiro, o autêntico deus da religião… e da política!
A ciência e o
pensamento racional têm vindo desmascarar alguns casamentos pouco católicos… e
sobretudo negócios políticos pouco ou nada lícitos. O povo começa a despertar e
a reivindicar os seus direitos, a exigir provas. Afinal, é o povo que paga
donativos, dízimos, impostos!
Afinal, é o povo
que sustenta políticos e católicos mais ou menos espertos!
Autor:
Carlos Silva
Data: 2023-09-02
Imagem: IA
Obs.:
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