Autor: Carlos Silva
Data: 2020-11-05
Imagem: Internet
Obs.:
Direitos reservados.
Nunca em tempo
algum houve tanta comunicação
Nunca em tempo
algum tanto mudou em tão pouco tempo
Nunca em tempo
algum tivemos acesso a tanta informação
Informação sobre
as mais inquietantes questões da humanidade
Informação sobre
os mais diversos temas da atualidade
Informação sobre
as mais diversas áreas de conhecimento
Informação clara
precisa e concisa à distância de alguns cliques
Paradoxalmente
Não a lemos
Não a
interpretamos
Não a pensamos
Paradoxalmente
Não falamos
Não tocamos
Não abraçamos
Não sorrimos
Não sentimos
Não amamos
Estamos cada vez
mais distantes uns dos outros
Paradoxalmente
Continuamos a alimentar
milagres e divindades
Continuamos a
alimentar monstros e eternidades
Cúmplices e calados
Domados e inconscientes
Quais inocentes rebanhos
do sistema
Indiferentes ao passado
presente e futuro
Cegueira branca de
sofrimento e morte
Onde por todo o
tempo ficaremos
Em silêncio
absoluto
Autor: Carlos Silva
Data: 2020-11-06
Imagem: Internet
Obs.:
Direitos reservados.
Se por te amar tivesse que morrer num Inferno de
Impiedade
Morreria
Porque nenhum eterno inferno se compararia
A este Paraíso De Te Amar Agora na realidade
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Autor: Carlos Silva
Data: 2020-11-07
Imagem: Internet
Obs.:
Direitos reservados.
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Já não tenho nada para questionar;
Já não tenho nenhuma resposta para dar
A este imenso silêncio que me invade.
Continuo suavemente a viver plenamente;
Continuo simplesmente a desfrutar cada pedacinho deste presente,
Como se fosse o último dos presentes.
Cada momento deste vasto ideal,
É um pedaço de prazer sem igual.
A desmedida euforia do outrora adolescente,
Aquele constante e desassossegado questionar,
É precisamente o mesmo
Do agora calmo e sereno adulto,
Simples e extasiante observar.
Sempre me senti relativamente feliz;
Mesmo quando não me senti…
Com este pouco que pedi…
Com tudo o que vivi…
Com o pouco que perdi…
Sem mitos monstros ou tormentos,
Assim como os pássaros do meu quintal,
Sempre voei de forma simples e natural…
Sempre amei o que tinha para amar;
Sempre fui o que tinha que ser;
Sempre o fiz com todo o prazer.
E é na harmonia deste magnífico silêncio
Que vivo este perfeito momento…
Calmamente… a pensar e a sentir,
Até um dia partir.
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Mente o crente, o descrente e o demente;
Todos mentem e ninguém ciente certamente.
Certamente mentiras eternas ditas divinalmente,
Certamente mentiras efémeras ditas pessoalmente.
Mente o crente, o descrente e o demente;
Todos mentem a alguém insciente certamente.
Certamente mentiras fantasiadas de imortalidade
Certamente mentiras mascaradas de eternidade!
Mente o profeta sem que minta divinamente!
Mente o político sem que minta objetivamente!
Mente o poeta sem que minta completamente!
Metem todos os que não sentem na realidade!
Mentem todos os que não vivem na realidade!
Mentem todos os que não dizem a verdade!
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Autor:
Carlos Silva
Data: Desconhecida
Imagem: Internet
Obs: Poemas Soltos
Direitos reservados.
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