É obviamente impossível ofender “deus”.
É obviamente impossível ofender o
que não existe!
Pode-se ofender o criador da ideia,
o mentor, o explorador… pode-se até, implicitamente, ofender o fiel seguidor da
ideia, mas nunca uma imagem mental abstrata, ou de pedra, de um suposto criador
divino.
Negar a existência de entidades
supranaturais, por falta de provas ou evidências, é perfeitamente legítimo; tal
como é legítimo afirmar a sua existência com base na fé pessoal -nunca uma
ofensa à dignidade ou legitimidade de quem acredita.
É, pois, perfeitamente legítimo questionar,
desmascarar e desmistificar dogmas religiosos -a liberdade de expressão é um
direito inalienável e constitucionalmente consagrado, tal como acreditar em
entidades supranaturais.
O
que é realmente ofensivo é o amor cristão pelo dinheiro… -pelo “deus dinheiro”.
Já o Papa[1]
reconhecia que a «idolatria do dinheiro mata». A incalculável riqueza exibida
pela Igreja Católica, sobretudo por parte do Vaticano, não mata… mas é uma
ofensa aos olhos dos “comuns mortais” que lutam por colocar pão na mesa dos
filhos.
Estima-se
que a Igreja Católica tenha atualmente ao seu serviço 1 Papa, cerca de 252
cardeais, 5.525 bispos e 407.000 padres que se dedicam à exploração do seu
produto fictício, através de negócios astronómicos no ramo imobiliário, turismo
religioso, banca, investimentos financeiros, doações… além de uma infinidade de
proveitos resultantes do comércio de “serviços” e “merchandising” religioso.
O
dinheiro que a Igreja Católica movimenta a nível mundial e a dimensão do seu património
é de tal modo obsceno[2]
que é praticamente impossível calcular com exatidão a sua totalidade.
Se
a Igreja Católica doasse uma décima parte da sua riqueza à UNICEF certamente
que mataria a fome de praticamente todos os pobres e pedintes do planeta.
E
o que dizer de Fátima…
«O
Santuário de Fátima proíbe a mendicidade dentro dos seus templos, incluindo a
Basílica da Santíssima Trindade e a Basílica de Nossa Senhora do Rosário. A
segurança do santuário tem autoridade para afastar pedintes e garantir o decoro
e a ordem nos espaços de culto. A instituição emite frequentemente alertas e
reforça a fiscalização para evitar o assédio aos peregrinos no recinto. Esta
restrição baseia-se nos regulamentos internos do espaço religioso».
Independentemente da legitimidade
ou desumanidade da proibição que a Igreja Católica pretenda determinar aos mendigos
(esses desleais concorrentes), o que é realmente ofende é a atitude, uma vez
que ela própria se comporta de forma explicita e vergonhosa como uma autêntica
mendiga; ora proibindo e discriminando, ora pedindo e implorando precisamente àqueles
que pouco ou nada têm.
O que realmente ofende é o uso da
religião como arma para escravizar e explorar os mais pobres e os mais fracos…
como fonte eterna de sobrevivência e perpetuação.
É obviamente impossível ofender
“deus”.
É obviamente impossível ofender o
que não existe!
Obviamente que também não pretendo
ofender quem tem ou acredita no seu amigo imaginário!
Apenas expressar a minha opinião,
que vale o que vale, tal como todas as outras.
É um privilégio poder fazê-lo em
liberdade de consciência; no pleno gozo das minhas faculdades mentais e sem
qualquer ameaça de fogueiras ou infernos.
Tal como muitos fizeram no
passado, é uma obrigação defender os mais vulneráveis e os que mais sofrem…
Desperta!
Data: 2026-06-11
Imagem: Internet
Obs.:
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