Autor: Carlos Silva
Data: 2023-08-11
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Não será, de
todo, correto questionar…
“Existe ou
não um deus?”
Deveria
partir-se do pressuposto da sua manifesta inexistência…
“Se existisse
um deus...”
Não serei eu,
nem ninguém, certamente, que aferirá ou negará a existência de um “deus”!
O dito
“divino” depende, antes de mais, da inteligência e perceção individual
relativamente à análise da realidade… que é consistente, objetiva, solida, e
por vezes, até cruel com os seres que habitam o planeta terra.
A realidade
diz-nos apenas que nascemos, vivemos… e morremos!
Esta é a
realidade da condição humana e de todos os seres vivos!
Não é o ser
humano, que se julga privilegiado, e se autocoloca no topo da pirâmide, que
define as regras. É a natureza… e de forma implacável!
Quem vive em
função de um “deus” pré-definido por doutrinação cultural ou por imaginação
pessoal, tem necessariamente que negar a própria racionalidade e predispor-se a
sacrificar o mais sublime e irrepetível valor de toda a humanidade: a vida!
Sacrificar a
vida… implica morrer, antes mesmo de morrer!
Somos
suficientemente racionais para não perder mais tempo a tentar provar ou negar a
existência de “deuses”… -realmente, não se pode comprovar a sua existência!
Não se pode
provar o que não existe!
É
perfeitamente óbvio a qualquer mente minimamente ciente que o Homem, quando
pensou criar o seu “deus”, teria previamente que existir, tal quando começou a
pensar que esse mesmo deus o criou a si.
Sem Homem,
não existe “deus”!... É um facto!
A questão tem
sido amplamente debatida e alvo de combates inflamados entre crentes e
descrentes para justificar ou impor a sua posição…
Outrora a
crença esmagava implacavelmente crenças e descrenças, impondo a sua divindade.
Agora a
descrença começa a observar cientificamente, começa a constatar a evolução da
humanidade e toda a biodiversidade; começa sobretudo a libertar-se da crença…
O conceito de
“deus” que a religião católica procura impingir aos seus mais vulneráveis
fiéis, é completamente absurdo, irracional e primitivo.
Qualquer
mente, minimamente ciente, consegue facilmente desmascará-lo, bastando para tal
conhecer alguns factos históricos e científicos dos últimos dois milénios.
Obviamente
não encontrará qualquer dado científico sobre a sua suposta autocriação,
criação do sol, da terra, da humanidade e toda a biodiversidade… -em seis dias,
porque ao sétimo decidiu descansar!
Obviamente
não encontrará qualquer dado científico sobre nenhum “deus” … simplesmente
porque não existe!
Nunca ninguém
viu nenhum “deus”!... É um facto!
Na data
alusiva à sua génese não existem referências biográficas ou históricas a
qualquer ser supranatural. Poder-se-á, eventualmente, equacionar o nascimento,
existência e falecimento do carpinteiro José; mas, tão-somente o ser humano…
que tal como todos os José’s da altura, simplesmente habitaram o planeta terra,
algures em Jerusalém.
Em Jerusalém,
ou em qualquer outra parte do mundo, jamais, em tempo algum, alguém morreu e
voltou para contar a sua façanha!... É um facto!
O objetivo da
questão será, eventualmente, mais evidente que o da invenção, pois é observável
e acessível a qualquer mente minimamente racional…
Basta
observar toda a riqueza e ostentação do Vaticano!
Basta
observar toda a riqueza e ostentação de Igrejas e Catedrais da Igreja Católica!
Basta
observar toda a riqueza e poder de todas as crenças!
Basta observar
toda a riqueza e poder e comparar com a realidade!
Existe ou não
um deus?!
Se existisse
um deus como seria atualmente o mundo?!
Pois, é
indiferente questionar… seria igual!
Esta é a
realidade…
Questione-se,
ou não!
Acredite-se,
ou não!
Autor: Carlos Silva
Data: 2022-05-12
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Hoje,
inadvertidamente, vi um repórter da CNN (ex-SIC) afirmar que…
“Rezar
pode ter um resultado operativo...”
Ora,
com o devido respeito que tenho por todos os profissionais da comunicação
social, só um idiota, doutrinado pela religião, poderia afirmar uma barbaridade
destas.
É
um facto indesmentível que “rezar” não tem qualquer “resultado operativo”!
Na
realidade, não me surpreendem as palavras deste dito repórter da Igreja
Católica.
Recordo-me
de “Livrai-nos da Guerra”, título de uma “grande reportagem” emitida pela SIC
em horário nobre. “Livrai-nos da Guerra”
foi apenas um dos muitos pedidos contidos nas cartas devocionais que os
“crentes” dirigiram à “Senhora de Fátima”.
Segundo
o autor, um “exaustivo trabalho de investigação” jornalística sobre o arquivo
de Fátima!
O
que realmente me surpreende é a sua entidade patronal (TVI/CNN) aceitar estas
palavras (obviamente dirigidas a crentes) e considera-las informação de
interesse público.
Não
tendo sido desmentidas, é porque realmente foram aceites como fidedignas!
Na
minha modesta opinião, “rezar” por algo, ou por alguém, não tem nenhum
“resultado operativo”. Mais… é uma autêntica inutilidade!
Tanto
católico a rezar pelo fim da guerra na Ucrânia e esta continua… que maior prova
se pode ter dessa inoperatividade?
O
fim da guerra não depende de “rezas”, mas apenas da vontade e atos de seres humanos.
Mais
do que inoperatividade, em termos práticos, “rezar”, significa abdicar de agir
e pensar!
Autor: Carlos Silva
Data: 2023-08-05
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Perante a
imensidão do que desconheço
Observo a exiguidade
do pouco que conheço
Observo
reduzido a esta minha insignificância intelectual
Observo
reduzido a esta minha condição de comum mortal
Observo
aberto e liberto de todas as correntes
Observo
aberto e liberto de todas as crenças
Observo
observando o mais longe possível
Observo
ciente que não serei plenamente sensível
Observo
ciente que não pensarei tudo
Observo
ciente que não saberei tudo
Observo
apenas
Observo
apenas o que posso aspirar
Observo
apenas o que posso realizar
Não
aspiro a qualquer genialidade de conhecimento
Não
aspiro a qualquer intelectualidade de pensamento
Não
aspiro a qualquer celebridade de firmamento
Não
aspiro a qualquer espiritualidade de visionamento
Aspiro
apenas a observar
Observar
a
limitação da minha interpretação
Observar
tudo o que me rodeia sem qualquer limitação
Observar
sem me importar o quão pode ser o fundo
Observar
que no fundo pode até nem haver fundo
Observar
o pouco que sei e o tanto que quero saber
Observar
todos os que sabem ou dizem saber
Observar
todo este universo desmedido e complexo
Observar
todas as questões sem solução nexo e desconexo
Observo
ciente que não sei realmente a verdade
Eis
porque me limito apenas a ouvir e a pensar
Eis
porque me limito apenas a sentir e a amar
Eis
porque me limito apenas a interpretar
Eis
porque me limito apenas a observar
Nesta minha
breve passagem por este mundo
Autor: Carlos Silva
Data: 2023-08-05
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Dizia Santo
Agostinho que…
“É impossível
que haja habitantes do outro lado da Terra, já que nada é dito a esse respeito
nas Escrituras sobre os descendentes de Adão”.
A frase
remonta ao tempo em que se pensava que a terra era plana, apenas se conhecia o
lado onde se vivia e se retiravam conclusões com base nas Escrituras… -um
livro, hoje batizado como “Bíblia”; nessa altura, inquestionável sinónimo de
ciência.
Na era da
globalização e generalização da informação, parece não haver dúvidas que do
outro lado do globo existe gente…
Mas o que
mais surpreende o cidadão comum, é que, em pleno Séc. XXI, muitos dos que deste
lado estão, ainda continuam a acreditar no dito livro e que do outro lado não
existe gente!
Continuam a
retirar informações fictícias do dito livro, tomando-as como credíveis e
incontestáveis… uma espécie de mandamentos ecuménicos e supremos.
Mais
ainda!... criam e acreditam piamente num “deus” nele descrito, como se fosse
gente!
Autor: Carlos Silva
Data: 2022-06-18
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