2025-10-28

0433. Amor eterno

 


Amor não é apenas um “fogo que arde sem se ver”,

Amor é uma sinfonia de pura e perfeita harmonia,

A perfeita harmonia dos sentimentos sem sentido.


Amor é a harmonia d’um simples desejo sem sentido,

Amor é a harmonia d’uma simples noite de fantasia,

Amor é a harmonia d’uma simples e efémera paixão.


O amor não é apenas a harmonia do sentimento…

Amor é a harmonia do momento… e precisa de tempo!

O amor eterno precisa de todo o tempo do mundo!




Autor: Carlos Silva
Data: 2023-03-22
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2025-10-23

0432. Projeto de lei da burca


A Assembleia da República aprovou hoje um projeto de lei que prevê a “proibição do uso de roupas que impeçam a exibição do rosto em locais públicos” e a “proibição de forçar alguém a cobrir o rosto por motivos religiosos ou de género”.

A proposta foi apresentada pelo Chega e tem como objetivo primordial a interdição do uso de burca em espaços públicos usando como pretexto a “segurança e a defesa da dignidade da mulher”.

O projeto invoca os princípios da igualdade e laicidade do Estado estabelecidos na Constituição e na Lei de Liberdade Religiosa… “nenhum símbolo religioso deve ser privilegiado ou permitido em instituições públicas…”, argumenta que “esconder o rosto é violar os requisitos mínimos da vida em sociedade” e “permitir o uso da burca ou o niqab é incompatível com os princípios de liberdade e dignidade humana”.

O próprio líder, André Ventura, dirigindo-se especificamente aos imigrantes, afirmaria categoricamente no Parlamento que “o objetivo do projeto é proibir o uso da burca em Portugal”. “Quem chega a Portugal, independentemente da sua origem, costumes ou religião, deve antes de tudo cumprir e respeitar os valores e tradições do país”. “Uma mulher forçada a usar burca deixa de ser livre e independente, tornando-se um objeto”.

 

Logo após a apresentação, algumas vozes críticas se levantaram alegando que trata de “ódio contra a comunidade muçulmana” … que “o debate promovido pelo Chega apenas pretende atacar os estrangeiros” e que “negar a burca constitui um ataque à liberdade de culto e consciência…”

Vozes mais sonantes optaram pela discrição ou pelo politicamente correto… “é preciso preservar a igualdade de género, defender valores, cultura e tradições do povo português…”; “são valores comportamentais que estão em confronto…”

 

Mas, afinal, quais são os valores que realmente importa defender?

Os valores do Islamismo… do Cristianismo… as leis do Estado… ou os direitos da mulher?

 

Perante a conjetura atual, é evidente que andar de cara tapada em espaços públicos pode suscitar algumas questões de segurança… mas, a questão fundamental será realmente o perigo do uso da burca em espaços públicos ou a violação de direitos fundamentais da mulher?

Pode uma mulher ser impedida de vestir o que quer ou forçada a vestir o que não quer apenas porque um homem o diz, uma religião o exige ou um Estado o impõe através de lei?

Pode um Estado que se diz laico, livre e democrático, sobre determinado pretexto político, atropelar a sua Constituição ou a Convenção Europeia dos Direitos Humanos e proibir o uso de determinada peça de vestuário?

Não será a liberdade de escolha um direito inalienável da mulher… e de toda a humanidade?

 

Referem algumas vozes que a burca é apenas uma “simples peça de vestuário, um mero símbolo de cultura ou tradição…”; outras que a burca é “um símbolo de machismo tóxico, de humilhação da mulher e de extremismo religioso…”

A burca é realmente um símbolo de opressão, submissão e aniquilação da entidade da mulher, sobretudo quando usada num contexto de extremismo religioso! Por isso o que importa realmente proibir/combater é o extremismo religioso que a impõe… o extremismo religioso que humilha, mata e viola a liberdade da mulher!

Nenhuma mulher pode ser precocemente mutilada ou violada… doutrinada ou privada da personalidade… nenhuma!

Nenhuma mulher nasce submissa a mandamentos religiosas absolutamente bárbaros e machistas, seja de que religião for... nenhuma!

Todas, sem exceção, têm direito a uma vida com dignidade, segurança e em plena liberdade.

 

Um projeto de lei que, sob o pretexto de defesa do laicismo do Estado, da liberdade e da segurança, impõe restrições a direitos fundamentais previstos na Constituição, nunca pode ser Lei. Nunca será demais recordar que tal como a laicidade do Estado, também a liberdade de escolha e a liberdade religiosa são valores fundamentais da democracia!

É, pois um projeto de lei ferido de inconstitucionalidade… uma espécie de nado-morto condenado à nascença.

O único objetivo é o ruido… o tal ruido que confere votos!

Autor: Carlos Silva
Data: 2025-10-17
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2025-10-20

0431. Crenças religiosas



O que pode levar um ser humano a debruçar-se sobre uma pedra, a ajoelhar-se, a arrastar-se, a martirizar-se, a subjugar-se e a humilhar-se perante imagens ou esculturas de supostas entidades divinas?

O que pode levar um ser humano a acreditar incondicionalmente na autenticidade da sua suposta divindade e a tomar as demais como falsas ou meros desvios da realidade?

O que pode levar um ser humano a afirmar categoricamente que uma contradição ou prova não podem invalidar a fé na sua divindade, apenas a fortalece?

É por demais evidente que o ser humano que acredita numa suposta divindade não tem consciência que é prisioneiro desse sistema dogmático e que muito dificilmente se libertará dele; a endoutrinação precoce a que foi sujeito, cegou-o, imunizou-o do conhecimento científico que substitui por explicações ilusórias, confortantes e satisfatórias.

A nível individual, há quem o classifique como “crente”; no entanto, o termo mais apropriado seria obviamente “paciente[1]”.

A nível grupal, há quem classifique como “crença ou tradição religiosa” moral e culturalmente legitimada por uma “herança islâmica, ou judaico-cristã” delimitadas pelos dois últimos milénios…

Normalmente individuo e grupo partilham convicções inquestionáveis e resistem à prova e ao contraditório. Constroem uma entidade própria baseada no sobrenatural ou num ideal de perfeição e isolam-se para se protegerem da realidade exterior.

Por razões, éticas e clínicas não é conveniente classificar o estado como «perturbação mental», mas, simplesmente, fragilidade racional.

 



[1] Doente


Autor: Carlos Silva
Data: 2026-01-05
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[1] Doente





2025-09-08

0430. Não sou de ninguém

 




Não pertenço a nada nem a ninguém

Sou apenas silêncio e memória d’alguém

Sou simplesmente silêncio d’uma emoção

Sou apenas satisfação sorriso e perdição

 

Sou apenas nostalgia d’uma imagem literal

Sou apenas fantasia d’uma excitação mental

Sou simplesmente liberdade do teu Outrora

Sou apenas desejo na realidade deste Agora

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2024-02-20
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2025-09-06

0424. Sudário de Turim

 



Diz o povo, com razão, que “a mentira tem a perna curta!”

 

Em Cadouin, França, desde o século XII, que os cristãos veneravam e atribuíam milagres a um Sudário (peça de tecido) que supostamente teria envolvido a cabeça de «Cristo» e tinha sido preparada pela própria «Virgem Maria».

Porém, inesperadamente, em 1935, a Igreja Católica cancelou abruptamente todas as peregrinações e cerimónias, pois descobriu que a «relíquia» continha a inscrição «em nome de Deus clemente e misterioso…

Deus não há senão Alá» e teria pertencido a Moustali, califa do Egipto entre 1094 e 1101.

Resumindo, por mais de 700 anos, milhares de fiéis cristãos veneraram um véu islâmico que continha inscrições que glorificaram Alá… — um longo e humilhante período de paixão religiosa, agora desmascarado, ridicularizado e alvo de chacota popular.

Como há algum tempo que uma relíquia da Igreja Católica não era desmascarada ou desacreditada, eis que chegou a vez do Sudário de Turim. Este é um pano de linho que se encontra guardado na Catedral de Turim, norte da Itália, desde 1578, que mostra a imagem de um homem que milhões de católicos, ainda hoje, veneram, por acreditarem piamente que se trata da mortalha que envolveu o corpo de «Cristo» após a sua crucificação.

Tal como o Sudário de Cadouin, o Sudário de Turim também tem uma longa e controversa história de devoções e desacreditações…

Recentemente, Cícero Moraes, designer brasileiro, publicou um estudo científico, no qual demonstra que a imagem do Sudário não foi formada pelo contato de um corpo humano, mas por um molde de baixo-relevo, uma técnica artística comum na Idade Média, levantando assim dúvidas sobre a sua autenticidade.

Já em 1988, uma datação por radiocarbono efetuada por três laboratórios diferentes, tinha estabelecido que o material de linho do Sudário foi produzido entre os anos 1260 e 1390, o que reforça o estudo de Cícero de Morais, uma vez que estas representações religiosas em baixo-relevo eram práticas comuns na Europa nesse período.

Entretanto, eis que um documento medieval, recentemente descoberto, vem complementar as provas anteriores e arrasar por completo a crença do Sudário, classificando-a como uma «fraude deliberada».

A autenticidade do Sudário de Turim já tinha sido recusada por Nicole Oresme, teólogo do século XIV, que, mais tarde, se tornaria Bispo de Lisieux. Oresme classificou o Sudário como um «engano claro e patente» encenado por clérigos para obterem donativos dos fiéis. Esta análise, é, pois, a rejeição mais antiga que se conhece sobre a autenticidade do Sudário,o que revela que, nessa altura, já se sabia que era falso!

Há mais de 500 anos que a Igreja Católica sabe que o Sudário de Turim é falso!

Perante a esmagadora evidência das provas agora apresentadas, muita gente questionará: como é que a Igreja Católica consegue fazer com que milhões de pessoas continuem a acreditar piamente que o Sudário é uma mortalha que envolveu o corpo de «Cristo» após a sua crucificação? Como é que o Vaticano consegue manter vivo este «autêntico milagre»?

A resposta é muito simples: DINHEIRO! O DEUS DINHEIRO! O

Sudário de Turim é um negócio lucrativo que continua a gerar muito dinheiro!

 

Diz o povo, com razão, que «a mentira tem a perna curta!»

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2025-09-03
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2025-09-04

0429. Ateísmo

 





A ausência de crença em entidades supranaturais, não implica propriamente um vazio existencial… pelo contrário!

A ausência de crença permite-me viver plenamente e ser relativamente feliz no seio de uma família estruturada e num meio social e profissional equilibrado e regrado.

A ausência de crença permite-me levar uma vida completamente pacífica, guiada por parâmetros éticos e sobretudo racionais que sempre defini como prioritários para me sentir plenamente satisfeito neste breve lapso de tempo que tenho o privilégio de desfrutar.

A ausência de crença, não implica qualquer privação, negação, sacrifício… ou eventualmente que viva o dia a dia obcecado com a ideia de Fim. Na realidade tenho perfeita consciência do fim e sobretudo a consciência que é fundamental viver plenamente o momento ou pelo menos não morrer antes do fim, obcecado ou amedrontado com ameaças de infernos ou promessas de eternidades, em troca de comportamentos que impliquem desperdícios temporais com devoções, rituais ou sacrifícios absolutamente inúteis, humilhantes e patológicos.

O ateísmo não é uma crença… mas sim a sua ausência!

Abordo as crenças porque alguém se lembrou de inventar ou criar seres imaginários não apenas com o intuito de responder aos seus anseios e desejos de perfeição… mas, porque na maioria dos casos, são usadas com o vil propósito de dominar, enganar e explorar os mais pobres e desfavorecidos.

Abordo as crenças porque, de forma incessante, me procuram impor e impingir os seus amigos invisíveis e imaginários, que obviamente não ultrapassam o filtro lógico da minha racionalidade.

No fundo o ateísmo não é mais do que uma resposta a esse comportamento mitológico/patológico/ancestral que, na generalidade, é fruto da ignorância e limitação humana relativamente à realidade envolvente.

No fundo o ateísmo não é mais do que uma reação natural aos dogmas que me querem impor, às imoralidades e inverdades que sucessivamente vão sendo desmascaradas e desmentidas pela ciência.

No fundo o ateísmo não é mais do que uma reação natural à endoutrinação, à manipulação, ao ódio e à intolerância religiosa que normalmente gera guerras e lutas fratricidas.

No fundo o ateísmo é apenas viver naturalmente o momento, reagindo e fazendo uso contínuo da razão quando colocada em causa.

No fundo o ateísmo é apenas viver naturalmente e pacificamente o momento de acordo com os padrões de justiça social que norteiam as sociedades livres e democráticas.

 

No fundo ser ateu é contribuir para uma sociedade mais racional… mais justa… e sobretudo para uma melhor distribuição dos recursos e riquezas do planeta.

 

É-me impossível admitir a mentira por mais que afirmem ser verdade!

É-me impossível ultrajar a verdade por mais que insistam na mentira!

 

O ateísmo, não é, pois, nenhuma crença!

O ateísmo é simplesmente não acreditar em entidades divinas!

 

Autor: Carlos Silva
Data: 2025-08-10
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