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2018-01-13
0013. Escrever naturalmente
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2018-01-12
0012. Banalidade
2018-01-11
0011. Escrever
2018-01-10
0010. Escrevo-me
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2018-01-09
0009. A Fernando Pessoa
“Somos do tamanho dos nossos sonhos…”
(Fernando Pessoa)
Somos realmente do tamanho do que sonhamos… e se sonhamos porque não
tornar os sonhos realidade?
Pessoa mais pessoa seria
Se tão cedo não se despedia
Se tanto não se dispersasse em histeroneurastenia
Pessoa mais pessoa seria
Se da desventura não tivesse consciência
Se d’(in)verdade não fosse tão desmedida cidadania
Pessoa mais pessoa seria
Se bem-aventurada fosse a essência da emoção
Se mais tivesse amado e menos tivesse dividido
Pessoa mais pessoa seria
Se menos fingidor tivesse sido
Se mais sensorialmente tivesse vivido
Quem sabe menos emoções tivera sentido
Simples pessoa e Pessoa não tivera sido
Dos leitores que o usufruem sentido
Sangue d’ Imagem Viva
Palavra e Pão de
Portugal
Terra Mar Absoluto
Universal
2018-01-08
0008. A Richard Dawkins
«Imagine-se,
com John Lennon, um mundo sem religião. Imagine-se que não há bombistas
suicidas, 11 de setembro, atentados de Londres, cruzadas, caça às bruxas,
conspiração da pólvora, divisão da Índia, guerras israelo-palestinianas,
massacres de sérvios/croatas/muçulmanos, perseguição de judeus enquanto
“assassinos de Cristo”, “problemas” na Irlanda do Norte, “assassínios por
motivos de honra”, televangelistas de fato lustroso e cabelo armado a tosquiar
o dinheiro de rebanhos ingénuos (“Deus quer que dês até te doer”). Imagine-se
que não há talibãs a fazer explodir estátuas antigas, decapitações públicas de
blasfemos, flagelação de mulheres por exibirem um centímetro de pele.» Estas
palavras constam na introdução do livro A Desilusão de Deus, de Richard Dawkins[1], que li quase sem parar…
A
Desilusão de Deus
Há
momentos que mudam a História… e possivelmente a Desilusão de Deus, de Richard
Dawkins, é um deles!
Quando,
por acaso, destapei o momento, ao encetar a descoberta, fiquei verdadeiramente
entusiasmado, preso ao desejo de continuar a descobrir…
Curiosamente,
tem no «Prefácio», o texto que sonhara aquando da primeira vez que me ocorrera
criar um dito «livro» ou algo que com tal se assemelhe… precisamente o mesmo
poema de Lennon que gerou o meu «despertar» e transformar em realidade todo
este sonho… coincidência!
Fez-me
recordar o adolescente que casualmente nascera em religião, a olhava com
relativa indiferença e, no fundo, apenas reforçaria a conceção que começava a
ter da mais pura realidade: «É possível ser-se ateu sem deixar de ser uma
pessoa feliz, com sentido moral e intelectualmente realizado» … e que o poder
da razão é mais forte do que qualquer crença… (pela verdade!), ainda que a
última esteja enraizada em milhares de anos de história…
Fez-me
recordar que a «doutrinação de infância» jamais poderá moldar uma personalidade
cuja inteligência inata seja suficientemente forte e instruída. Fez-me
sobretudo reforçar ainda mais o «espírito ateísta» e levá-lo ao livre
entendimento sobre a vida e a realidade… assente numa mente aberta e sã. Fez-me
«despertar ainda mais consciências!».
[1] Defensor
intransigente da evolução segundo a teoria de Darwin, é um divulgador ágil da
ciência e do pensamento científico.
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