2020-02-02
0121. Guerra
2020-01-31
0120. Papa bate na mão de fiel
A maior parte das
pessoas dirá, obviamente, que o Papa é humano e que toda a gente perde a
paciência em algum momento da vida. Mas a verdadeira questão não é esta. A
verdadeira questão é o gesto e a sua simbologia. O gesto teve repercussão a
nível global… praticamente em toda a comunicação social, e compreende-se
porquê. O Papa é o representante máximo de uma das maiores crenças religiosas,
o que, decerto, terá deixado muita gente a pensar… religiosos e não religiosos.
Eu próprio pensei um pouco e escrevi estas palavras depois de ver as imagens
num noticiário.
O Papa, como máximo
representante de Deus, deveria estar num grau de paciência exemplar, acima de
qualquer comum mortal, uma vez que é ele que aconselha a não agir de tal forma.
Mas, na realidade, o Papa é apenas um ser humano, como qualquer outro. Ele
também perde a paciência e erra. O Papa também morre como qualquer outro ser
humano.
Se observarmos mais
atentamente o gesto, talvez consigamos perceber que não será mais do que uma
reação espontânea e natural, típica de qualquer ser vivo ao sentir-se acossado…
Todos os seres o fazem para se protegerem.
Quem nunca fará ou
reagirá a tal gesto será, obviamente, uma suposta divindade!
0119. Auschwitz
2020-01-30
0118. Carta ao Pai Natal
0117. Pai Natal
2020-01-29
0116. Missa
Fui acompanhar a Luísa e a mãe à missa por «alma do
meu falecido sogro».
Às vezes, entro na
igreja com elas, como entro em qualquer lugar, mas desta vez ficaria à porta a
falar com um amigo que, entretanto, me abordara.
No final, mostrando algum desagrado, a Luísa comentou comigo: «Durante a missa pediram-nos dinheiro duas vezes… e à saída, outra vez!». Não respondi, mas pensei… quatro vezes, uma vez que, para mencionar o nome dos defuntos em memória de quem a missa se realiza, cada familiar paga uma determinada quantia. Tal significa que, numa missa, um paroquiano, pode ter de pagar pelo menos quatro vezes uma quantia em dinheiro.
Observei que a Luísa
também trazia na mão um «Boletim Paroquial da Unidade Pastoral», no qual,
curiosamente, na capa constava o texto «distribuição gratuita». Sem perceber
bem porquê, entregou-mo. Passando consequentemente os olhos por cima, dois
títulos do mesmo despertaram-me a atenção. O primeiro dizia «Maria não veio a
Fátima para que a víssemos, mas para avisar sobre o Inferno que é a vida sem
Deus». Pareceu-me uma espécie de ameaça encapotada aos que encararem a vida sem
o dito Deus. Decerto que na eternidade serão encaminhados para o dito inferno,
em detrimento dos que na terra «vivem com Deus» (ou pelo menos pensam que
vivem!), esses certamente com lugar certo no dito «paraíso». Os que na terra
«vivem sem Deus», obviamente que nunca poderão ser boas pessoas! Mais curioso
ainda é que a dita Maria tenha vindo a Fátima não apenas para ser vista pelos
que a avistam, mas para avisar sobre esse inferno!
O segundo dizia
«Domingo do Bom Pastor». Dedicado aos sacerdotes… «Ao entrar na sacristia
(cito), o pároco encontra um envelope que por fora dizia “Bom Pastor” e dentro
continha alguns euros, de um grupo de anónimos paroquianos que assim quiseram
mimar o seu Pastor». Afinal também há ofertas em dinheiro aos «Bons Pastores»!
«Cinco vezes!», pensei. Tal significa que numa missa se pode pagar cinco e não
apenas quatro vezes!
Há pouco ouvi o Papa
Francisco, também numa missa, dizer que «não se pode servir a Deus e ao
dinheiro. Ou um ou outro. O dinheiro faz adoecer o pensamento e a fé faz-nos ir
por outros caminhos…».





